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Assembleia aprova reajuste salarial para professores da rede estadual do Paraná
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A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, nesta terça-feira (17), o projeto que altera os vencimentos dos professores da rede pública estadual. A proposta, apresentada pelo Governo do Estado em regime de urgência, foi votada em duas sessões plenárias consecutivas — uma ordinária e outra antecipada desta quarta-feira (18). O texto agora segue para sanção do governador Ratinho Junior (PSD).
O projeto de lei complementar 6/2025 abrange servidores ativos, inativos e pensionistas, respeitando as regras de paridade, e busca ajustar os salários ao novo piso nacional da categoria. Beneficiará cerca de 68 mil professores ativos e 40 mil inativos, segundo informações do governo estadual.
Após o reajuste, o menor salário dos professores em regime de 40 horas semanais será de R$ 6,6 mil, acima do piso nacional de R$ 4,8 mil. Além do salário-base, os profissionais continuam recebendo o auxílio-transporte (R$ 891,32) e a gratificação de tecnologia e ensino (R$ 846,32). Esse reajuste pode representar um aumento mensal de até R$ 500.
A proposta estabelece remunerações nominais para jornadas de 20 e 40 horas semanais, com possibilidade de ganhos extras para professores que assumam aulas adicionais. Para profissionais no topo da carreira, o rendimento total pode ultrapassar R$ 13,9 mil, somando salário-base, gratificações e benefícios. Os valores serão aplicados a todos os níveis e classes do Quadro Próprio do Magistério (QPM) e ao Quadro Único de Pessoal (QUP), estrutura que será progressivamente substituída pelos novos profissionais do QPM. O impacto financeiro anual do reajuste é estimado em R$ 456 milhões.
Uma emenda do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), aprovada em segundo turno, altera artigos do projeto para garantir a preservação da estrutura de carreira da categoria. Conforme explicou o parlamentar, "a emenda cumpre a missão de garantir a manutenção futura do quadro de carreiras dos professores da rede estadual do Paraná". A medida suspende temporariamente a aplicação de certos percentuais enquanto a nova tabela salarial estiver em vigor.
Por outro lado, uma emenda apresentada pela bancada de Oposição foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), declarou que temas pontuados pela Oposição, como a questão da paridade, serão debatidos no segundo semestre deste ano.
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