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Sexta-feira, 13 de Março 2026
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Feliz Aniversário, Palmas!!!

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Os descobridores dos Campos de Palmas, como se sabe, eram originários da Região dos Campos Gerais, Castro, Ponta Grossa, Palmeira e Guarapuava, principalmente, descendentes de portugueses e espanhóis, vindos de São Paulo como bandeirantes e aventureiros e nessa região se fixaram, aproveitando as boas condições que estes campos ofereciam para a criação de gado, pois era esta a atividade principal da cultura que traziam no sangue.
Um dos motivos que levou esse povo à procura de novas pastagens para seus rebanhos foi o aumento da população e do rebanho bovino.
Pessoas mais antigas do lugar contavam que alguns fazendeiros da região de Guarapuava, principalmente, já desconfiavam ou quase tinham certeza da existência de campos nativos aqui na região de Palmas até então desconhecida para eles. Baseados em histórias narradas por alguns índios catequizados e que conheciam a região e, algumas vezes, tinham contato com índios ainda selvagens que confirmavam a existência desses campos.
Outro fator que levou esses fazendeiros confirmarem a presença dos campos daqui da região foram narrativas feitas por tropeiros de mulas que faziam a rota entre São Paulo e o Rio Grande do Sul e, vice versa, pelo antigo Caminho das Tropas que, na passagem pela região, embora um tanto distante de sua rota, especialmente, por ocasião da primavera era possível perceber a presença de fumaça pelo caminho.
Foi pela fumaça produzida pelos índios na queima do campo que os tropeiros chegaram a essa conclusão, porque a fumaça produzida pela queima de campo difere muito da produzida, por exemplo, da queima de capoeira ou de roça e os tropeiros sabiam muito bem distingui-las, pois tinham muita prática à respeito. Pela cor da fumaça ou pelo cheiro deixado pela mesma sabiam, exatamente, da qual se tratava, pois estavam acostumados a queimar campo e roça em suas lidas, além de tropear com mulas.
Com base nos relatos de bugres e tropeiros de mulas e, também, movidos pelo espírito de aventura, os pioneiros resolveram organizar expedições e se embrenhar pelo desconhecido e tiveram como prêmio depois de muito sacrifício a descoberta desses extraordinários e belos campos, mais tarde denominados de Campos de Palmas.
Conforme se sabe, os desbravadores formaram duas expedições, cujo destino era descobrir se havia de fato campos nesta região. Por coincidência, ou desacordo entre as partes, as duas expedições se encontraram em um vau no Rio Chopim e ali armaram suas barracas, ficando desde então este lugar conhecido como “Abarracamento”, local que, ainda hoje, conserva uma beleza sem igual. Segundo historiadores, os chefes das expedições se desentenderam e até chegaram a brigar, reivindicando para si o feito do descobrimento dos campos. Mas depois por influência do Padre Ponciano José de Araújo resolveram acertar por bem esta divergência, ficando com um grupo os campos ao Sul, que corresponde aos campos conhecidos como Palmas de Cima, incluindo áreas onde hoje se situam os municípios catarinenses de Água Doce e Ponte Serrada e o outro grupo ficaria ao Norte ou Palmas de Baixo, que compreendia os campos hoje pertencentes a Coronel Domingos Soares, Mangueirinha e Clevelândia.
Conhecida como a mãe dos principais municípios situados em parte do Paraná e Santa Catarina, citando apenas alguns só para relembrar como União da Vitória, Pato Branco e Francisco Beltrão, no Paraná; Joaçaba, Xanxerê e Chapecó, em Santa Catarina, portanto, desbravando o imenso sertão que era essa região, impregnada de índios selvagens hostís e sem contar com a quantidade de feras sempre à espreita de algum aventureiro que ousasse se embrenhar em seus redutos.
Partindo daqui de você, querida PIONEIRA cidade de Palmas, nossos heróis e aventureiros foram abrindo caminhos, domesticando índios, enfrentando feras e serpentes venenosas e, que tornaram possível, bem mais tarde, a entrada dos primeiros colonos que transformaram no que é hoje o franco progresso de Palmas.
Palmas, hoje você é a avó e a mãe de todas as cidades que desse berço se originaram, por isso mereces todo o respeito e consideração, pela base cultural que daqui se dissiminou.
Como Palmense raíz me sinto a vontade para discorrer sobre nosso município, pois nasci aqui, trabalhei quase setenta anos nas fazendas dos Campos de Palmas e, hoje, aposentado das lidas campeiras, morando na cidade, muito me orgulho disso.
Meus Parabéns PALMAS… continue bela e hospitaleira.

Celso Bauer ( in memoriam) – Artigo publicado na edição 1.576 – abril 2020.

Celso Antônio Loyola Bauer é autor da obra Palmas nas vivências de um Campeiro. Palmas – PR, Kaygangue Ltda, 2017.

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