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Língua Portuguesa ou Língua Brasileira? Uma separação a caminho

Língua Portuguesa ou Língua Brasileira? Uma separação a caminho
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“Minha pátria é a língua portuguesa”, anunciava o poeta lusitano Fernando Pessoa, num intento de glorificar aquela que escancaradamente representa a cultura de um povo. O nosso povo. Sim, a língua é a representação, a manifestação viva de uma comunidade, de uma região, de determinado estado e, claro, de uma nação. A língua é um dos códigos utilizados por nós para nos comunicarmos e nos pertence como identidade cultural.
No dia 05 de maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa, idioma presente em três continentes – Europa, América e África – e falada por aproximadamente 260 milhões de pessoas, representando 3,7% da população mundial, segundo o Instituto Camões. Contudo, esta data nunca é recordada por nós, demonstrando o desprestígio dado a algo tão importante como a nossa língua, marca que nos une como brasileiros. Por falar nisso, segundo o linguista português Fernando Venâncio, o nosso idioma será chamado, num futuro breve, de “brasileiro”, e não mais de “português”. Isso se deve às constantes modificações e transformações que o português brasileiro – como é chamado o nosso idioma – vem “sofrendo”. De acordo com ele, em Portugal já existe uma forte influência de termos e expressões brasileiros no cotidiano das pessoas e, mesmo com a influência do linguajar brasileiro sobre a população portuguesa, o linguista considera que está em curso um processo de separação entre as duas variantes, e não de união. Se isso realmente se concretizar, logo teremos aulas de “Brasileiro” nas escolas, e não mais de “Português”.
Acerca desta mudança de nomenclatura, defendo e acredito que dará ainda maior expressão cultural ao nosso Brasil, que além de sua grandiosidade territorial, com as mais diversas manifestações culturais, terá um idioma verdadeiramente chamado de seu, com suas características peculiares, com suas variantes, do seu jeito. Aliás, de todos os nove países onde a língua portuguesa é a oficial, o Brasil é o mais distinto de todos, o mais distante do sotaque e do jeito europeu de falar. Venâncio diz que a linguagem brasileira que chama de “espontânea”, mais distante da norma culta tradicional, está aos poucos coletividade, nos torna iguais, aos mesmo passo que somos todos diferentes. Ao falarmos uma pequena frase em outro país, já sabem de onde somos, e devemos cada vez mais ter orgulho do nosso idioma, respeitando-o, valorizando-o e compreender que, como a natureza se transforma, a língua não é estática; ela também muda, se movimenta… evolui.

Diego Argenta, professor de Língua Portuguesa. Pós-graduado em Comunicação e Oratória; Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura; Neuropsicopedagogia e Letras e Artes. E-mail: diegoargentavox@gmail.com.

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