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Polícia Penal do Paraná investe em casamentos e projetos de leitura para reintegração social
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A Polícia Penal do Paraná (PPPR) tem intensificado ações para promover a dignidade, cidadania e reinserção social de pessoas privadas de liberdade. Em Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, um casamento coletivo oficializou a união de 24 custodiados. Enquanto isso, em Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul, um projeto de leitura vem oferecendo a oportunidade de redução de pena por meio da produção de resenhas avaliadas por uma universidade parceira.
As iniciativas fazem parte de uma política implementada pela Polícia Penal que aposta na educação, na valorização dos laços familiares e na cidadania como ferramentas fundamentais para reduzir a reincidência criminal. O objetivo é preparar os custodiados para o retorno à vida em liberdade. Parcerias com universidades, conselhos comunitários, instituições, órgãos do Judiciário e da sociedade civil têm sido essenciais para viabilizar essas ações, que visam humanizar o cumprimento da pena e promover novos horizontes dentro e fora das unidades prisionais.
Na última segunda-feira (14), 24 custodiados e suas respectivas noivas participaram de uma cerimônia de casamento realizada na Cadeia Pública de Cornélio Procópio. A ação foi uma iniciativa conjunta da Vara Criminal da cidade, da PPPR, da Defensoria Pública do Paraná e do Conselho da Comunidade, com apoio da Prefeitura Municipal por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O policial penal Cristiano Ivano, coordenador em exercício da Regional Administrativa da PPPR em Londrina, ressaltou o impacto do evento: “Sabemos que o fortalecimento dos vínculos afetivos é um dos pilares para reduzir a reincidência criminal e dar sentido ao processo de reintegração social. Este é o nosso compromisso enquanto gestão regional da Polícia Penal: apoiar iniciativas que promovam a dignidade, a inclusão e o respeito à cidadania das pessoas privadas de liberdade.”
A juíza da comarca de Cornélio Procópio, Danielle Marie de Farias Serigati Varasquim, também destacou a importância social e emocional do casamento para os custodiados: “O casamento para pessoas privadas de liberdade pode ser visto como um meio de restaurar a dignidade humana. Por isso, permitir que esses indivíduos celebrem uma união matrimonial é reconhecer que, apesar das circunstâncias, eles ainda têm direito a experiências que são fundamentais para a condição humana.”
Desde fevereiro de 2024, custodiados da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul participam do projeto “Leitura e Produção Textual: Nova Vida com Remição”, que possibilita a redução da pena pela leitura. Desenvolvido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Laranjeiras do Sul, o projeto é amparado pela Lei de Execução Penal (LEP nº 7.210/1984) e pelas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Custodiados podem garantir até quatro dias de remição de pena por livro lido e resenhado, desde que a avaliação atinja nota mínima de seis e cumpra os critérios estabelecidos.
O coordenador da Regional Administrativa da PPPR em Guarapuava, Marlon Rafael Picioni, destacou a relevância da iniciativa: “Com empenho e união de esforços, é possível construir caminhos efetivos de reinserção social. Projetos como esse refletem o compromisso da Polícia Penal com a dignidade humana e com a segurança pública baseada na reintegração social.”
Em julho, o projeto contabilizou a entrega de 116 documentos entre 158 custodiados participantes. Além de remir penas, a proposta visa ampliar o vocabulário, desenvolver habilidades linguísticas e preparar os custodiados para exames como o Encceja e o Enem.
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