As vésperas da apuração da eleição presidencial, tendo como parâmetro o primeiro turno, a classe produtiva além dos cidadãos que almejavam justiça aos desmandos de um governo corrupto, depois do resultado indecifrável amargou um grande banho de água fria.
O cenário político brasileiro, é uma anedota sem fim, da qual a consternação, ao denotar uma “virada” eleitoral e ver o atual presidente (ex- presidiário) alçar novamente o posto de chefe da república.
Como nossa experiência “democrática” é recheada de escândalos e polêmicas, ficamos nós, desbaratinados a cada mês com novos casos que os noticiários se fartam de material, fazendo esquecer os que tanto impactaram a alguns dias atras.
Necessário lembrar que apenas neste ano, foram registrados escândalos de escala e magnitude.
Quando em meados de janeiro deste ano, o Ministro do STF, Dias Tofolli (advogado de Lula), sobre seu envolvimento com o Banco Master em um resort luxuoso. Ele, sagaz de como o jogo funciona e ante a amnésia do povo brasileiro, apenas ficou em silêncio até sair a público novo escândalo e assim esquecerem-se dele.
O que não demorou muito e adiante, nova rodada e notícias ligadas a esquema de corrupção no INSS, com desvio de dinheiro dos “velhinhos”, nos eternos empréstimos consignados, através do lobista chamado Careca com ligação direta a Lulinha.
Faltando tempo para degustar tudo o que se passava, lá vem outra pedrada. Agora é envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master.
Sobre esta parte, é interessante notar a “brilhante” atuação do Magistrado, em que apenas auxiliou sua esposa em um dos contratos de honorário mais caro da história registrada e nossa amada OAB não se manifestou, sobre o alvoroço judicial, em que ela atuaria em causas das quais estavam sob sua turma a seu bel prazer.
Assim, de notícia e notícia, empilhando comentários, críticas asseveradas, pois parcela da população que ainda acredita em valores morais, se vê diante de todo esse lamaçal, nutre a esperança que será passado a limpo e corrigido nas eleições, e aí está “corja” verá com quantos paus se fazem uma canoa. Ledo engano. Não há de ver, que erramos o cálculo.
Parece a que a indignação alcança apenas a 48,21% da população brasileira.
Em mais um episódio, durante a apuração acontecem coisas inusitadas, em que o capítulo da novela esta vez, em plena era digital, do voto eletrônico, o horário de votação foi prorrogado, apenas e em certas cidades, diga-se de passagem, que o atual presidente saiu vitorioso.
Como resultado, tem-se a decepção de quem acredita em um país melhor. De quem ainda acredita em uma vida com valores.
E o impacto caiu como uma bomba sobre as notificas econômicas. Logo após eleição, ao verificar a bolsa de valores entrar em circuit breaker (que é a paralisação momentânea das negociações das ações na bolsa em virtude de queda superior a 15%), sistema este que a última vez que entrou em cena sinalizando a gravidade, havia ocorrido na data de divulgação da pandemia.
Destes efeitos, espera-se em um primeiro momento que o mercado regional aguarde a estabilização, com o anúncio da próxima política fiscal, que compreende as despesas do orçamento federal, dos investimentos e dívida pública, que impacta diretamente sobre os juros praticados no mercado e claro sobre as operações de custeio agrícola, industrial e comercial.
A expectativa da aplicação prática da nova jornada 5x2, que começa a valer a partir do dia 16 de dezembro agora, que trará um acréscimo substancial aos custos das atividades.
Sem falar da reforma tributária que trará um incremento no imposto.
Estas são as regras para o Brasil do atual governo, que tem a tendência de quantificar bem caro o “amor” proposto.
Neste cenário, cabe-nos ajustar as velas para um mar revolto e lutar até que a tempestade passe, as ondas se acalmem, através dos valores que norteiam os bons princípios (Fé, Família e Trabalho) e vislumbrar em um futuro ares de liberdade e prosperidade.
De eleição e eleição, vamos aguardar o tão sonhado país do futuro, que nunca chega.
Dito isto, para aplacar as dificuldades, basta entender o mestre: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” - Jesus Cristo.
Everton Alves da Cruz
Advogado e Empresário.
Sócio da Cruz & Langer Advogados.
Advisor Corporativo e Patrimonial.

Jornal A Folha