Acusado de triplo homicídio no interior de Palmas foi condenado há mais de 90 anos de prisão
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Em um júri extenso, realizado na quinta-feira (15), na Comarca de Palmas, Luiz Fernando Lourenço, foi condenado a 95 anos de prisão pelo triplo homicídio contra Atair da Cruz Ribas, 70 anos, Tereza de Fátima Ribas, 58 e Elizabete de Fátima Ribas, 26. Os trabalhos iniciaram às 9h e foi concluído por volta das 20h30. Presididos pela juíza da Vara Criminal, Drª Tatiane Bueno Gomes. A acusação foi conduzida pelos três promotores da Comarca, Saulo Costa de Negreiros, José de Oliveira Junior e Leone Nivaldo Gonçalves.
“Um crime de grande repercussão, violento pelo que consta nos autos, todos os processos são tratados com a mesma imparcialidade, isso foi considerado neste júri. A função do magistrado na sessão de julgamento é presidir o ato para que ocorra da melhor forma possível e ao final fazer a dosimetria da pena. Foi um julgamento tranquilo, as partes se trataram com urbanidade, um debate de ideias interessante e pela quantidade de crimes chegou-se a uma pena alta. Em meus 08 anos de carreira foi a pena mais alta que apliquei”, explicou a juíza.
Primeiro Júri
Na segunda-feira (23), de maio, um Júri Popular, realizado no Fórum da Comarca de Palmas, se estendeu por cerca de 16h. O crime que ocorreu em março de 2018, causou comoção à sociedade devido aos requintes de crueldade contra as vítimas.
Antônio Marcos da Silva, 24, foi condenado a 54 anos de prisão. Ionara Aparecida dos Santos Leme, foi condenada a 61 anos. A pena de Antônio foi menor porque na época do crime ele tinha menos, de 21anos.
Os dois foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das três vítimas. Eles também foram condenados por furto qualificado e corrupção de menores, já que no dia do crime uma adolescente estava presente.
Conforme os jurados, o triplo homicídio foi cometido por promessa de recompensa de R$ 50 mil.
Penas
Os jurados acolheram a tese da promotoria de que o grupo foi até a fazenda para matar a família e que o crime foi encomendado. Conforme o MP, o grupo simulou o furto da caminhonete e dos pertences para atrapalhar as investigações.
Um dos acusados, Luiz Fernando Lourenço, foi retirado do júri depois que uma testemunha considerada imprescindível pela defesa não compareceu ao julgamento. O processo dele foi desmembrado e ele passará por novo julgamento a ser marcado pela Justiça de Palmas.
De acordo com o MP, ele receberia R$ 50 mil pelo crime e dividiria com os outros participantes do crime. Os dois homens receberiam R$ 5 mil reais cada. A mulher ajudou no crime em troca de uma dívida de R$ 4 mil em droga e assim como a adolescente.
A Polícia Civil ainda investiga o caso porque a pessoa que encomendou o crime ainda não foi identificada.
O caso e as prisões em 2018
Após intensa investigação policiais civis de Palmas com apoio da 5ª Subdivisão de Pato Branco cumpriram dois mandados de prisão, um mandado de internação e sete mandados de busca e apreensão, em residências nos bairros Lagoão e Eldorado, onde foram apreendidos objetos relacionados ao crime, inclusive a arma utilizada e ainda apreendido drogas, um tênis com marcas de sangue e o material roubado na propriedade. Um outro homicídio contra um jovem, 18 anos, corpo encontrado às margens da estrada que liga Palmas a Passos Maia, com fortes indícios de que estava envolvido no crime. Um dos acusados da morte estava intermediando a venda da caminhoneta da vítima para um comprador de outra cidade, porém, o veículo era a gasolina e o negócio não avançou. A camionete foi localizada incendiada no bairro Alto da Glória.
As mortes
Os corpos do casal de fazendeiros e da filha foram localizados no Rio Ferro, interior de Palmas. Os três estavam desaparecidos da Fazenda Bela Vista onde residiam, localidade da Pastamec. O corpo de Atair de Jesus Riba, com as mãos amarradas, foi o primeiro a ser encontrado. Nas buscas durante a tarde foram encontrados os corpos da esposa Tereza de Jesus Riba e da filha única do casal Elizabete de Jesus Riba.
De acordo o que foi apurado pela polícia, a família foi executada em cima da ponte com golpes de faca e os corpos jogados no rio que fica próximo à residência.
O desaparecimento foi percebido quando o vizinho estranhou que a porta da casa na fazenda estava aberta e não havia ninguém em casa e os animais, ovelhas e bois estavam fechados em um galpão berrando muito.
Ele acionou um irmão de Atair e juntos foram até a casa onde constataram que a porta estava arrombada e perceberam a falta de um televisor, um fogão e alimentos que estavam em um frigobar, além da Ranger do fazendeiro.
Manchas de sangue foram encontradas na cabeceira da ponte e a partir daí iniciaram-se as buscas onde acabaram sendo localizados os três corpos.
[gallery size="large" td_select_gallery_slide="slide" ids="23937,23936,23938"]
Nossas notícias no celular
Receba as notícias do Jornal A Folha no seu app favorito de mensagens.
Telegram
Whatsapp
Facebook
Jornal A Folha