Assistência Social de Palmas desenvolve oficinais educativas para homens que praticaram violência doméstica
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
A secretaria da Assistência Social de Palmas desenvolve o Serviço de Educação e Responsabilização para Homens (Ser-H), que cometeram violência doméstica.
Um destes participantes que preferiu não ter sua identidade revelada comentou que teve uma discussão com sua filha e foi encaminhado para a Delegacia e para o Fórum da Comarca. “Fui processado, estou aqui no Grupo de Homens para pagar o que fiz”, comentou ele e explicou que ao participar deste primeiro encontro com nove pessoas foi muito produtivo, “a professora explicou questões importantes que eu não sabia, mas agora entendo, realmente caiu a ficha”.
A secretária da Assistência Social de Palmas, Rosane Bertoglio, ressaltou que o Ser-H é desenvolvida para os homens que estão envolvidos com agressões as mulheres. “O CREAS acolhe não apenas as mulheres vítimas de violência, mas também os agressores e a família, onde é realizado todo um trabalho de interação”.
“Estes homens são encaminhados pelo Poder Judiciário, uma das penas que eles têm que cumprir pela agressão é participar dessas oficinas. São seis encontros com a abordagem de temas reflexivos e educativos, não é um caráter punitivo. A violência é uma forma de responder, mas temos que aprender formas corretas de dar essa resposta, civilizadas e educadas”, comentou a coordenador do CREAS, psicóloga, Mariana Lucht Carneiro Abi.
“Foi uma experiência gratificante, aprendi junto com eles, foi uma troca de conhecimento em cada situação, buscando junto com a equipe formas para ajudá-los e também a família, que essa é a nossa responsabilidade. Os outros encontros serão ainda mais prazerosos”, esclareceu a pedagoga do CREAS, Luciana Fortunato.
Soluções
Os elevados índices de violência contra as mulheres têm exigido de governos e da sociedade civil soluções inovadoras, efetivas e mensuráveis de superação deste incômodo quadro. Hoje em dia, acertadamente, já não atendem as expectativas sociais respostas surdas como pagamento de multas, cestas básicas ou mesmo a privação de liberdade para os casos de violência doméstica; nos dias atuais são exigidas medidas responsabilizantes, dialogais e pedagógicas, capazes de produzir conforto às partes diretamente envolvidas e, complementarmente, à coletividade onde o episódio está inserido.
No Brasil a Lei Maria da Penha redesenhou a participação do Estado na questão, estabelecendo novos paradigmas para as políticas públicas na área do enfrentamento da violência contra a mulher, e coloca ao Sistema de Justiça o desafio de se estruturar para responder a esta exigente demanda social.
https://youtu.be/fHTmaCFPcYo
+ Lidas
Nossas notícias no celular
Receba as notícias do Jornal A Folha no seu app favorito de mensagens.
Telegram
Whatsapp
Facebook
Jornal A Folha