Na quarta-feira (28), no Restaurante Martikaias, a Associação Pró-Infância e Adolescência de Palmas, lançou a 2ª edição do Concurso Literário. Autoridades, diretores, professores e representantes das entidades que defendem o interesse das crianças e adolescentes participaram.
A Juíza da Comarca de Palmas, Drª Tatiane Bueno Gomes, ressaltou sobre a produção literária desenvolvida através do Concurso que envolve toda a comunidade, as crianças e os pais. “A partir desse trabalho que aconteceu no ano passado, tivemos muitos relatos espontâneos das crianças vítimas de abuso sexual. Um trabalho excelente para dar vozes para essas crianças, se sentirem com confiança para contar, em contrapartida, possamos sanar esse problema, tirar essa criança da vulnerabilidade e trazê-la para a proteção”, argumentou a magistrada.
Destacou ainda que o seu trabalho está focado no Fórum. “Precisamos que a informação chegue até nós, para tomar as providências. Esse trabalho nos colégios, posso afirmar que a maioria dos relatos espontâneos das crianças iniciaram nas instituições de ensino. Elas sentem confiança para contar para a professora, as vezes conversa com uma amiguinha”.
A Juíza destacou ainda a importância da atuação da Associação Pró-Infância. ”É muito importante o trabalho da rede de ensino, das professoras de conversarem com essas crianças, de exporem o tema, ser aquela pessoa de confiança, a voz dessa criança”, completou.
Uma das idealizadoras da Associação Pró-Infância e Juventude, Cida Debas, evidenciou que foi uma grata satisfação notar que aumentou a adesão ao Concurso, principalmente, pelos professores. “O concurso não é uma novidade, o tema já foi trabalhado, temos uma obra literária produzida através dos poemas do ano passado. Acreditamos que os professores também vão ter mais facilidade, mais subsídios para poder trabalhar o tema proposto, que é o Abuso Sexual Infantil, nesse gênero textual, poema. Achamos que esse ano vai fluir ainda melhor do que no ano passado, que já foi um tremendo sucesso”.
Ela explicou que o regulamento do concurso, manteve-se da mesma forma. ”Um pequeno detalhe técnico, solicitamos, até por sugestão dos próprios professores, que também seja elaborada uma versão digitalizada no Word, do poema produzido pelo aluno”.
Convidou a comunidade para abraçar novamente o 2º Concurso Literário. Agradeceu também aos professores, coordenadores, diretores, voluntários, apoiadores, a Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação e a Juíza, Drª Tatiane. “Esse concurso nada mais é do que uma demonstração de como a sociedade, se unindo, pode fazer a diferença na vida das pessoas”, concluiu.


Jornal A Folha