Na sexta-feira (21), em uma Live Show com a Duda Matoso, a TV A Folha iniciou a transmissão de mais um BBQ Palmas Festival, em sua 4ª edição. Evento que ocorreu no Parque de Exposições, Luís Abreu Ferreira (Pé Vermelho). Segundo a organização, foram comercializados 1.520 ingressos.
Já no sábado, a transmissão iniciou às 10h30, uma atração musical, a dupla Pai e Filha; entrevistas no estúdio instalado no barracão da Gastronomia e também com links ao vivo nas 17 Estações de Churrascos com as principais novidades. Uma das que mais chamou a atenção do público foi a Estação do Piraracu e do Tacacá. Também teve show nacional com Carlos Magrão.
“Todos os ingressos foram vendidos. Graças a Deus foi o maior e o melhor BBQ de todas as edições. O trabalho começa 01 ano antes, o Sadi, meu tio engaja toda a família e também a Associação Pró Infância, muitos deixaram seus compromissos de lado para atender as demandas do evento, mas, vale a pena pela causa”, comentou Amanda Marini Piton, que faz parte da organização.

Ivania Marini, explicou que o primeiro evento foi realizado antes da pandemia, há poucos dias do lockdown “o BBQ é uma luta todo ano, mas, é uma luta que vale a pena, pois, mantém inúmeros projetos sociais que mudam a vida de muitas crianças e adolescentes. Estamos na quarta edição, foram muitas conquistas, com os recursos arrecadados, construímos uma quadra de esporte ao lado do Centro de Abrigo Municipal (CAM), enfim, é uma luta que vale a pena”, frisou ela e agradeceu a parceria com a TV A Folha.
“Nos preparamos há três dias para participar do evento, foram preparados 2.500 hambúrgueres”, revelou o Chef Ronan Tonial da Estação Burguer, e contou também sua recente viagem ao Estados Unidos onde buscou se aprimorar com as novidades culinárias daquele país.

“Trouxemos um pouco da Amazônia para Palmas, nossos sabores, nossos saberes, com os dois símbolos gastronômicos, o Pirarucu, com 110 kg, 2.30 mt (servido com vinagrete, feijão manteiguinha) e o Tacacá (preparado com o jambu que provoca a dormência da língua), prato de raiz indígena”, frisou o Chef Edivaldo Caribé da Estação Tacacá e acrescentou que o Pirarucu foi assado em um moquém que faz parte da cultura dos índios. “É assado lentamente, entre 6h e 7h, para ser servido”.
O Chef Fernando Schima, Estação Cortes Nobres Las Piedras, disse que o diferencial é a qualidade especial das carnes uruguaias. “Vim do Rio Grande do Sul para mostrar um pouco a forma de se fazer o churrasco em formatos diferentes com chimichurri, uma farofa, a tradicional salada de batatas defumada, queijos, gorgonzola”, pontuou ele e disse que o carro chefe de sua Estação é o Bife Ancho com crosta de gorgonzola e salada de batatas.

“Chef Marcos Livi, da Estação Costela Gaúcha, destacou que foi utilizado o máximo da tecnologia com um equipamento produzido em 2023, que já está em 50 países, é o Cheroscópio. Utilizamos as técnicas que os índios utilizavam no passado, a costela fica girando não pinga a água, fica hidratando o assado, com essa técnica não se utiliza sal no início do assado, o sal vai apenas no final”, destacou ele.
Lucas Camargo, da Estação Cordeiro Patagônico, revelou que o diferencial é o estilo de assar da fronteira com o animal colocado nas cruzes e também nas trempes. “No fogo, a carne do cordeiro da Estância Canhadão, fazenda São Miguel, criado nos campos de Palmas, é regada com temperos e ervas da região. Para assar a carne são 8h de fogo, assado na brasa”.

Chef Douglas Pulpero, Estação Varal de Picanha Suína, ressaltou que faz parte do prato as “frutas bêbadas”, “desde cedo estamos defumando as picanhas no varal, fazemos a cocção nas frutas, flamba na cachaça e no açúcar, esse é o nosso diferencial. Logo após, finalizamos a picanha com as frutas”, revelou ele.
“Trouxemos um pouco da nossa cultura, do nordeste, a carne de sol com pirão dos nossos queijos, coalho e manteiga e o arroz para servir com a moqueca de camarão. Nossos pratos são carregados de afetividade, de temperos, de história”, comentou o Chef Bethoven Picuí, Estação Carne de Sol.
Um dos coordenadores do evento, Sadi Marini Júnior, esclareceu que a estrutura do BBQ ficou muito boa para que o público ficasse a vontade. “Em três meses vendemos 600 ingressos, em 15 dias vendemos mil. Lotação adequada que atendeu aos que participaram do evento. O BBQ de Palmas é o melhor do sul do Brasil, os assadores que estão aqui, as proteínas são algo de primeiro mundo”, relatou ele.
“É uma satisfação estar novamente no evento. Prepararmos a costelinha, um dos únicos pratos que está repetindo em todas as edições do BBQ. Pessoal de Palmas gosta bastante. No Brasil sou reconhecido como um dos melhores assadores deste prato. Já participei de campeonatos internacionais, Austrália, Estados Unidos, inclusive essa receita, ficou em 6º lugar mundial em Houston, capital do BBQ nos Estados Unidos”, pontuou o Chef Robson Borchoski, Estação Pork Ribs.
Pedro Reis, cervejaria Insana, mencionou que é um evento de renome nacional, divulgando de maneira positiva o município, “o público teve a oportunidade em degustar vários estilos de chop, incluindo o lançamento do sabor Maracujá/Ipa e também oito tipos de chop, com diferentes sabores. Instalamos várias chopeiras em distintos pontos para fluir o fluxo e as pessoas se divertirem”.
Mais dados do evento
Mais de 200 voluntários; participantes mais de 40 cidades diferentes. 1650 kg de proteína entregue.

Jornal A Folha