ENTREVISTA: Drª Clara de Campos Martins Rodrigues, assumiu a 2ª Promotoria da Comarca de Palmas
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No dia (27) de junho, a promotora, Drª Clara de Campos Martins Rodrigues, assumiu a 2ª Promotoria da Comarca de Palmas. Na entrevista, foi abordado vários temas, incluindo volume de trabalho, violência contra a mulher e Plano Diretor.
JAFS - Um breve resumo da sua carreira frente ao Ministério Público?
Promotora — Iniciei a carreira no Ministério Público do Estado do Paraná em 2017, quando assumi a Promotoria de Justiça de Iporã. Desde então, trabalhei nas comarcas de Rio Negro, Assaí, São Jerônimo da Serra, Mamborê e Cidade Gaúcha.
JAFS - A senhora assumiu o cargo dia (27) de junho. Nestes poucos dias já conseguiu ter uma noção de todo o trabalho que terá pela frente na Comarca de Palmas, que também compreende o município de Cel Domingos Soares?
Promotora - A Comarca de Palmas possui um volume alto de trabalho, com bastante demanda em diversas áreas, como meio ambiente, patrimônio público, criminal e infância. Já consegui perceber uma grande participação social, seja por meio de participação em atos públicos, como também no encaminhamento de denúncias ao Ministério Público.
JAFS - Na atualidade, muito se discute sobre a aplicação da Lei Maria da Penha para coibir as agressões contra as mulheres. Em Palmas, infelizmente, estes dados são elevados. A senhora já tem uma linha de trabalho estabelecida para a discussão desse assunto com a comunidade palmense?
Promotora - Sim, estamos trabalhando, por exemplo, com o Poder Judiciário e a Prefeitura para elaboração de termo de cooperação para inclusão de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estão em situação de vulnerabilidade social, no mercado de trabalho, por meio de oferecimento de cursos técnicos de qualificação.
JAFS - A vulnerabilidade social da cidade é latente, isso tende a um grau maior da criminalidade. Como deve ser a atuação do Ministério Público para enfrentar essa questão?
Promotora- Nesse ponto, a atuação do Ministério Público deve ser articulada, trabalhando tanto para elaboração e fiscalização de políticas públicas na área do combate à criminalidade, como na persecução penal, para garantir que haja punição aos que praticam delitos, nos termos da lei.
JAFS - O Plano Diretor de Palmas novamente voltará a ser discutido. A senhora tem a intenção de acompanhar as tratativas sobre esse tema?
Promotora - Sim, o Ministério Público já instaurou procedimento para acompanhar essa questão, que entendo ser de extrema importância para a população de Palmas.
JAFS - De maneira sucinta a senhora pode explicar de que forma será sua atuação na Comarca de Palmas?
Promotora - Busco sempre trabalhar de forma articulada com a Polícia Militar, Polícia Civil, Poder Judiciário, Poder Executivo, Poder Legislativo e demais entidades, em prol da população da Comarca, tanto para elaboração, quanto para fiscalização de políticas públicas. Além do mais, há forte incentivo à participação popular, notadamente por meio do atendimento ao público realizado na Promotoria de Justiça, diariamente, de 08h30-11h30 e de 13h-18h00.
JAFS - Em seu ponto de vista é positivo o MP ter proximidade com a imprensa?
Promotora - Com certeza. A mídia permite que as pessoas tomem decisões com base em informações, cobrem as lideranças e ouçam opiniões diversas.
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