Hosana. Um nome que carrega louvor, e agora, carrega também um grito silencioso de dor que atravessa corações. Uma vida tão pequena, um aninho apenas… e mesmo assim, capaz de despertar em nós as perguntas mais difíceis sobre o que se perdeu na humanidade.
Você, menina de olhos curiosos e sorriso que mal teve tempo de florescer, merecia o colo da vida, não o peso da crueldade. Merecia crescer entre histórias de ninar, e não se tornar uma. Merecia ser protegida pelas mãos que a geraram, não ferida por elas. Nada disso faz sentido. Nada disso deveria ser possível.
Hoje, o mundo chora a sua ausência com uma mistura de revolta e impotência. Porque a sua partida não foi natural, não foi pacífica. Foi brutal, e contra tudo o que a infância representa. Você foi arrancada da vida antes mesmo de aprender a falar o seu próprio nome com clareza. Mas saiba, pequena Hosana: seu nome jamais será esquecido.
Você agora habita um lugar onde a dor não alcança, onde nenhum mal pode tocar. Um lugar de amor verdadeiro, onde braços invisíveis te acolhem como deveria ter sido desde o início. E daqui, seguimos com o compromisso de não silenciar, de lutar por outras crianças, de erguer sua memória como um lembrete sagrado de que nunca mais deve se repetir.
Hosana, anjinho de um ano, que sua luz brilhe onde jamais haverá escuridão. Que seu nome ecoe como um clamor por justiça, por cuidado, por amor.
Descanse em paz, pequena. Que o céu te embale como ninguém mais foi capaz.
Hosana: um anjo que a terra não soube guardar
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