Toda vez que um feriado cai na quinta-feira, o mesmo roteiro se repete:
sexta vira “ponto facultativo”, “dia de descanso”, “imenda”, “mini-férias”.
E quem paga a conta? O contribuinte.
Aquele que não tem feriadão estendido.
Aquele que precisa abrir o comércio, atender cliente, produzir, girar a economia.
Aquele que mantém as próprias instituições funcionando.
Mas a pergunta que ninguém quer fazer é simples:
Por que parar?
Por que um país que precisa avançar, melhorar serviços, acelerar resultados, insiste em se desacelerar justamente quando deveria entregar mais?
A lógica não fecha.
O contribuinte segue trabalhando, enquanto os serviços que ele paga param.
E nessa matemática, quem perde é sempre o mesmo: a população.
Por que não trabalhar na sexta?
Por que não cumprir o calendário normal, respeitando o dinheiro público e mostrando compromisso real com quem sustenta o sistema?
Por que transformar um feriado em uma pausa de quatro dias, enquanto as demandas se acumulam, os prazos atrasam e a vida de quem precisa dos serviços fica congelada?
É confortável manter a cultura da imenda.
Difícil mesmo é encarar a responsabilidade de mudar.
O Brasil não precisa de mais paradas.
Precisa de mais entrega.
Mais presença.
Mais respeito ao tempo, e ao imposto, de quem faz esse país funcionar.
Feriado é direito.
Imendar sem necessidade é escolha.
E escolhas revelam prioridades.
A pergunta que fica é:
De quem é a prioridade?
Da instituição…
ou de quem a sustenta?
Júnior Chisté,
psicólogo, escritor e palestrante.
Atende através de vídeo-chamadas,
(49) 9 9987 9071.

Jornal A Folha