E do ex-Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen.
Dr. Hapner, especialista no tema sobre a “Guerra do Contestado”, através de pesquisas, estudos e viagens principalmente nos locais em que ocorreram a “Batalha do Irani”, na época pertencendo à Palmas. Batalha está, que acabou sucumbindo o então Cel. João Gualberto e Boaventura, conhecido como Monge José Maria.
Segundo Hapner, o mesmo, aponta os fatos e acontecimentos todos em seus livros de sua autoria, o “Contestado” e a “Vala dos 21”, este, sendo um resumo do Processo Judicial original da batalha do Irani, em que relata a vala onde estão os corpos dos 12 Pares de França que protegiam o dito Monge e os nove heroicos soldados.
Dr. Hapner, explanou com brilhantismo a temática, e enfatizou que a preservação da história para saber que houve uma decisão judicial contra o estado do Paraná, completamente equivocada pelo então Superior Tribunal. Ressaltou ainda Hapner, que por todo o seu contexto histórico envolvendo o nosso município. Palmas, merece e, portanto, será reconhecida como a “Capital Paranaense do Contestado”.
Quando o Superior Tribunal, concedeu pela 2ª vez, no dia 24 de Dezembro de 1909, vitória à favor dos catarinenses. No dia seguinte, houve uma grande agitação da população, todos reunidos na Praça central, não aceitando de forma alguma este resultado, sugeriram então, fazer um plebiscito, com a ideia de criar um “Novo Estado Federativo” do Brasil, que já vinha correndo boato com essa finalidade, desde o mês da maio do corrente ano. A população pegou em armas, houve desfile pela cidade.
Palmas comemorou por algumas semanas a sua própria independência. “Viva o Estado do Paraná! Viva Palmas Livre! Viva o futuro Estado das Missões!”
Vale destacar um fato curioso, que foi realizado uma reunião entre os políticos locais e de outros municípios, juntamente com grandes personalidades locais e fazendeiros, todos reunidos no então Palacete do então proprietário e fazendeiro, Cel. João A. de Araújo Pimpão, que colocou à disposição a sua moradia para ser a “cede do Governo do possível novo estado”. Hoje, o Museu.
Já no (Livro de Atas da Câmara Municipal), na sessão de 26 de Dezembro de 1909, a Câmara Municipal manda uma telegrama para os representante da Nação, protestando sobre o resultado: (Obs. Caligrafia da época).
Presidente da Republica, Senado Federal, Camara Deputados, Circulo de Imprensa, Dr. Ubaldino do Amaral, Ruy Barbosa. Governo de Palmas munido extraordinariamente, representando vontade unanime protesta, digo, representando vontade popular unanime protesta contra injusta sentença do Supremo Tribunal na “Questão de Limites” entre Paraná e Santa Catharina. De accôrdo laudo arbitral Cleveland somente devido posso secular do Paraná obteve Rio Branco brilhante victoria direitos Brasil sobre território das Missões, que não pode ser cedido pretenções Catharinenses, laudo arbitral presidente Argentina questão limites Peru Bolivia foi desrespeitada prevalecendo accôrdo rogravel partes letigantes. Sentença favoravel Santa Catharina decreta expatriação cem mil Paranaenses com entrega de Cidades, Villas, povoações Paraná.
No ano seguinte, na sessão de 23 de Janeiro de 1910, a Câmara Municipal, juntamente com o Sr Prefeito Major Domingos de Araújo, manda um telegrama, agora pedindo autonomia sobre o território em litígio e para constituir um novo Estado:
Presente uma representação dirigida pela Municipalidade, pelo seu Prefeito e Camaristas, ao Congresso Legislativo do Estado, pedindo a authonomia da Zona Contestada, constituindo um novo Estado da Federação, foi ella acceita por unanimidade e immediatamente assiganda por todos, ficando copia no archivo Municipal.
“Centro de Pesquisa e Memória Professor Adilson Miranda Mendes”, espaço criado para preservar e difundir a história local e regional. Professor e historiador Rafhael Vieira Borba
Jornal A Folha