Polêmico vereador palmense comenta sua atuação no legislativo e explica relação com o executivo
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Enfatizando a editoria sobre política, o programa Direto ao Assunto, convidou o vereador em seu 3º mandato e que já foi presidente do legislativo palmense, Marcos Antônio da Silva Gomes, popular Marquinhos.
O primeiro questionamento do apresentador Alemão do Jornal foi sobre a contribuição do parlamentar ao município. “Sempre digo, o vereador municipalista é aquele que participa e contribui de todas as ações do seu município. Falar de nós mesmos é complicado, porém, desde que iniciamos no Poder Legislativo participamos de várias discussões e criamos projetos para o desenvolvimento da cidade, a constituição da microrregião de Palmas, ampliação do Parque Eólico, após a efetivação os recursos em impostos para a municipalidade será em torno de R$ 70 milhões ao ano, crescimento da internet, incluindo os espaços públicos e a implantação de 24 mil metros de fibra óptica e outras conquistas. Nós, acreditamos em Palmas”, enfatizou ele e explicou que também participou da criação do Programa Movimento Palmas Cidadã com a participação do legislativo, executivo, sociedade civil organizada e do Tribunal de Justiça e depois fez parte do Movimento Palmas Desenvolvida. “Iniciamos no legislativo em 2012, e hoje temos conquistas importantes”.
Relação com o prefeito Dr Kosmos
Marquinhos esclareceu que não pode mentir a sociedade que teve muitas dificuldades com o poder executivo, “porém, de uns tempos para cá, abriu-se um canal de discussão com o prefeito e a participação de todos os parlamentares, digamos uma trégua entre estes poderes. Volto a dizer, dentro dos parâmetros políticos as decisões tomadas nenhuma foi para prejudicar a sociedade. O prefeito é prova de que nunca tentamos atrapalhar a sua gestão, ao contrário, aumentamos a discussão para que a sociedade sempre ganhe”, considerou e afirmou que referente aos seus votos nos projetos não se arrepende de seus posicionamentos, “nunca voto pensando nas questões políticas, mas sim no interesse coletivo”.
Plano Diretor
O MP denunciou o vereador sobre este projeto. “É um tema complexo para se falar em pouco tempo, mas, digo que foi discutido por mais de um ano, com a pandemia fizemos videoconferência com a empresa responsável, Urbtec, contratada pela prefeitura. Quando o Plano Diretor chegou até a Casa de Leis, existiam muitos temas pertinentes que não haviam sido discutidos, não por falta de provocação, participei de todas as audiências públicas. Após essas tratativas novamente chamamos a sociedade para rediscutir o tema, pois, não estava a contento dos empresários e investidores. Todas as alterações no Plano Diretor são de cunho técnico. Para se ter ideia, a Urbtec indicava a construção de apenas oito pavimentos na área central da cidade, sendo que, em 1991, eram permitidos 12 andares, não poderíamos regredir, diante disso, foi apresentada alteração para 15 pavimentos podendo chegar a 20 com o pagamento de outorga onerosa e foram criadas as zonas consolidadas para não prejudicar empresas de diferentes ramos de atividades”, pontuou.
CMEI
Em relação ao prédio da Copel, matéria esta que foi reprovada por alguns edis, segundo o vereador quando foi encaminhado o Projeto de Lei do Executivo não ficou específico a sua funcionalidade. “Na Audiência Pública proposta pelo Ministério Público, a própria secretária de Educação explicou esta questão e enfatizou que faltou diálogo. Agora, através de consenso a Câmara aprovou em 2ª votação a compra deste imóvel para a abertura de vagas em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI)”, explicou ele e reiterou que a Casa de Leis irá repassar R$ 1 milhão à prefeitura para compra deste terreno.
Futuro Político
Marquinhos ainda declarou que encerra sua carreira de vereador em 2024. “Não tenha dúvidas, a gente que gosta da política sempre iremos participar”.
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