Sete crianças fugiram de um abrigo municipal infantil de Maringá. Crianças denunciam maus-tratos
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Sete crianças fugiram de um abrigo municipal infantil de Maringá, no Norte do Paraná, nesta segunda-feira (26), e relataram terem sido vítimas de agressões dentro da unidade. A situação envolveu a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar, que foram acionados tanto durante a fuga quanto quando os menores subiram no telhado em forma de protesto.
Após as denúncias, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) iniciou uma investigação para apurar os supostos maus-tratos. Na terça-feira (27), a delegada Karen Nascimento, responsável pelo caso, esteve na unidade para ouvir os depoimentos. “Sete crianças foram ouvidas por psicólogas especializadas. Também conversamos com a diretora da unidade para identificar os educadores e servidores que atuam no local e que serão ouvidos nas próximas etapas da investigação”, afirmou a delegada.
Conforme Nascimento, o abrigo acolhe atualmente 26 crianças em situação de vulnerabilidade, sendo vítimas de abandono, negligência ou violência. “Constatamos que a estrutura não é adequada para o acolhimento. Agora aguardamos os relatórios das escutas especializadas para dar prosseguimento à investigação e instaurar o inquérito policial”, disse a delegada.
Em meio à repercussão do caso, a Secretaria de Assistência Social (SAS) informou que adotou medidas emergenciais para melhorar as condições do abrigo. Entre essas ações estão reparos estruturais para evitar novas fugas e o reforço na equipe de atendimento, especialmente nos períodos mais críticos. O secretário da SAS, Leandro Bravin, declarou: “Estamos aumentando o número de educadores de base por turno para garantir melhor acolhimento e segurança das crianças”. Segundo ele, a medida está sendo viabilizada pelo remanejamento de funcionários de outras unidades da assistência social e pela parceria com a Secretaria de Educação.
Atualmente, o abrigo conta com 34 profissionais, entre psicólogos, assistentes sociais, cuidadores e educadores. Além disso, a Guarda Municipal passou a monitorar a área externa do prédio para proteger tanto os menores quanto os servidores.
A Prefeitura de Maringá avalia transferir as crianças para um novo imóvel, decisão que ainda está em andamento. O secretário Bravin acrescentou que pelo menos 20 novas famílias estão sendo credenciadas para participar do programa de acolhimento familiar, destinado a crianças e adolescentes em situação de medida judicial.
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