Segundo o Ministério da Saúde, entre 300 mil e 400 mil brasileiros anualmente sofrem infarto agudo do miocárdio. Desse total, estima-se que ocorram aproximadamente 80 mil mortes anuais.
Para debater sobre esse tema, foi convidada a participar do programa Direto ao Assunto, a palmense, Drª Caroline Langaro explicou os riscos do infarto e deu orientações para uma vida mais saudável.
No início, comentou sobre sua formação acadêmica, incluindo uma experiência profissional em Portugal. “Já faz 06 anos que estou atendendo em Palmas”.
Ressaltou que é importante pontuar algumas questões, “uma dor típica de infarto não é uma fisgada ou uma pontada, costuma ser um aperto, uma queimação que a pessoa não consegue definir bem, geralmente, piora quando faz esforço físico, ou quando tem uma grande emoção, um grande estresse, geralmente, os sintomas são, náuseas, calafrios e mal-estar associado”, destacou e também frisou que o estresse também é um causador do infarto.
A Drª, assinalou que a ansiedade que não é tratada, diagnosticada, pode evoluir para uma depressão. “Por isso é importante comentar sobre esses fatores, incluindo a ansiedade e fatores psicológicos. Na crise de ansiedade a pessoa pensa que está infartando. Por isso é importante diferenciar, e a conversa com o médico é muito importante, pois, a pessoa pode ter problema no coração e ansiedade”.
Atenção
Reiterou também que após os 40 anos ou 50 anos, o risco cardiovascular aumenta, “temos que estar atento a qualquer sintoma, se a pessoa notou que algo não está confortável procure investigar o que está causando, deve-se prevenir. Também deve-se observar o histórico familiar”.
Pontuou também que se associa a pessoa obesa o risco de infarto, “mas, a pessoa magra também pode ter infarto. Tem muitas doenças que são silenciosas, assintomáticas”.
Açúcar
Ressaltou também sobre a questão do açúcar na dieta alimentar de cada pessoa, “o ideal é apenas consumir apenas o açúcar que já vem nos alimentos, exemplo, batata doce, no arroz, no pão. O excesso de açúcar de forma industrializada, aumenta a inflamação do organismo, aumenta o risco de doenças autoimune, ganho de gordura visceral, risco de Alzheimer”.
Ferritina
“A pessoa acha porque tem a Ferritina alta tem que fazer sangria, é uma minoria dos casos que precisa desse procedimento, nesta situação já é uma doença genética chamada hemocromatose. A maioria das causas da Ferritina alta, gordura no fígado e também é um marcador de inflamação”.
Emagrecimento
“Mounjaro, Ozempic, etc, são medicamentos que foram amplamente testados, em pacientes a partir de 12 anos até 90 anos. Não tem restrição, para o coração é excepcional, reduz risco de infarto. Vale salientar que são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”, esclareceu a cardiologista.
Esporte
Enfatizou a importância antes de se iniciar uma atividade física, importante o paciente fazer uma avaliação médica. “Atendo atletas que são crianças, tem algumas doenças que são genéticas e podem causar morte súbita no esforço. As vezes a pessoa está acima do peso, tem pressão alta, mas, não sabe, e as vezes descobre da pior forma com um infarte”.
Drª Caroline Langaro explicou os riscos do infarto e orientou sobre hábitos saudáveis para a prevenção de doenças cardiovasculares
Atividade física somada a uma boa alimentação são fatores preponderantes para se evitar o infarto
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