Uma das trigêmeas, a Kaemilly Louise Grezzana Guérios Martins, contou sobre sua experiência na Província de New Brunswick, em Hillsboroug, no Canadá. Ela embarcou em São Paulo no dia (31/01) e retornou ao Brasil no dia (26/06).
Kaemilly é aluna do Curso Profissionalizante de Formação de Docentes do Colégio Dom Carlos. Suas outras irmãs, Maria Eduarda e Gabrielly Vitória, aguardam a data do embarque para o Canadá.
“Quando cheguei no Canadá, foi um impacto grande, principalmente, por causa do inglês, já sabia que iria ser assim, porém, não achei que seria tão impactante. O primeiro dia foi difícil, uma experiência completamente diferente do Brasil. Fiquei longe da minha família. Depois fui me adaptando, com o tempo aprendi coisas que nem sabia que existiam, e sobre mim, aprendi coisas novas, aprimorei mais o inglês, conheci pessoas de outros países, lugares novos que são incríveis, aprendi também sobre a cultura canadense, coisas que são completamente diferentes do Brasil. Na minha casa ficou uma japonesa, consegui aprender mais sobre a cultura dela. A minha host (anfitriã) também era francesa, aprendi mais sobre aquele país”, comentou ela.
Rotina
“Pegava o ônibus, frequentava a escola e ficava até a tarde. Era meio integral a aula, depois, voltava para casa e podia fazer o que quisesse. No final de semana havia mais atividades, os coordenadores faziam coisas com vários intercambistas de todos os países para nos reunirmos”.
Família
Kaemilly, confidenciou que sentiu muita falta das irmãs e de toda família. “Foi difícil, senti saudade delas. Notei com isso, que consegui aprender a me virar. Não fiquei completamente sozinha, porque conversava bastante com elas, a saudade era muito grande. Fiz uma amiga que ficava ao meu lado o tempo todo, era como se fosse a minha irmã lá”.
Destacou ainda que agora no Brasil a rotina também será diferente, porque suas irmãs também irão fazer o intercâmbio.
Oportunidade
Esclareceu, caso tenha uma outra oportunidade irá fazer novamente um intercâmbio. “Faria novamente, sem pensar duas vezes. Pretendo ir para outro país, fazer um intercâmbio, ou viajar com a minha família”.
Profissão
Mencionou que na questão profissional, antes da viagem estava em dúvida, “quando cheguei no Canadá, frequentei as aulas e tive a certeza que quero fazer arquitetura devido as aulas de design, me ajudou muito. A parte do desenho, da maquete. Consegui ver que era realmente o que eu queria, tive essa certeza”, afirmou.
Curiosidade
A intercambista frisou ainda, o que mais lhe chamou a atenção no Canadá, além da língua, foi a cultura, “ensinam o fato de não ser tão amigável igual os brasileiros, de não cumprimentar todo mundo na rua que vê, só cumprimentar quem é conhecido”.
Culinária
Acrescentou que estranhou bastante a comida, “na minha casa, nos primeiros dias foi muito estranho, tive que comer sopa de peixe com leite. A minha host fazia comidas de vários países, gostava de experimentar pratos diferentes, consegui aprender e experimentar pratos novos, e o impacto foi um pouco diferente”.

Jornal A Folha