Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia
Notícias Geral

Eu nunca estive tão preocupado com o nosso Brasil!

E não, este texto não é para convencer você a gostar de quem eu gosto, votar em quem eu votaria ou abandonar aquilo em que acredita.

Eu nunca estive tão preocupado com o nosso Brasil!
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Aliás, talvez uma das coisas que mais estejam fazendo mal ao Brasil seja justamente essa incapacidade de conversar sobre o país sem transformar imediatamente quem pensa diferente em inimigo.
Quase todas as manhãs, depois da minha meditação e de beber minha água, separo cerca de 15 minutos para acompanhar as principais notícias. Procuro fontes diferentes, comparo informações e tento separar notícia de opinião. Isso se tornou ainda mais necessário numa época em que manchetes, cortes de vídeo e algoritmos disputam nossa atenção e em que confiar cegamente em uma única fonte, seja ela qual for, é pouco prudente.


Mas quanto mais observo o Brasil, mais uma pergunta me incomoda:
Como um país com tanto potencial ainda convive com problemas tão antigos?
Somos uma potência agrícola. Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 169,2 bilhões e respondeu por 48,5% das exportações do país. O Brasil está entre os grandes produtores e fornecedores mundiais de alimentos.
Temos território, água, energia, biodiversidade, capacidade produtiva, empreendedores, trabalhadores e uma quantidade extraordinária de gente que acorda cedo todos os dias para fazer este país funcionar.
Então talvez a pergunta correta não seja simplesmente “por que o Brasil não dá certo? “. Porque há muitas coisas que dão certo. A pergunta mais séria é: Por que um país capaz de produzir tanto ainda encontra tanta dificuldade para transformar todo esse potencial em instituições melhores, serviços públicos eficientes, segurança, educação, oportunidades e confiança no futuro?
E aqui precisamos abandonar as torcidas.


Corrupção e integridade pública continuam sendo temas concretos, não apenas slogans eleitorais. A própria OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicou em 2025 uma ampla revisão do sistema brasileiro de integridade pública e, em 2026, voltou a avaliar o país em matéria de combate ao suborno internacional. Ao mesmo tempo, a organização registra avanços e políticas recentes de integridade. Ou seja: o problema existe, mas a realidade é mais séria e complexa do que simplesmente culpar um único partido, governo ou período histórico.
Talvez esteja justamente aí uma mudança que precisamos fazer como eleitores.
Parar de votar como torcedores e começar a votar como responsáveis pelo futuro.
Uma eleição não deveria ser decidida apenas por quem fala melhor, por quem produz o vídeo mais emocionante, por quem viraliza nas redes sociais ou por quem consegue transformar o adversário no maior monstro do país.
Deveríamos olhar para propostas concretas, trajetória pública, equipe, capacidade administrativa, compromisso com as instituições, responsabilidade fiscal e social, transparência, coerência entre discurso e prática e, principalmente, aquilo que cada candidatura pretende fazer diante dos problemas reais do Brasil.
Porque presidente, governador, senador ou deputado não é alguém que escolhemos para representar nosso time.
É alguém a quem entregamos poder.
E poder produz consequências.
Políticas públicas podem durar muito mais do que uma eleição. Decisões sobre educação, economia, infraestrutura, segurança, meio ambiente, instituições e contas públicas podem produzir efeitos durante anos, alguns positivos, outros difíceis de reverter.
Por isso, talvez a pergunta para 2026 não devesse ser apenas: “Em quem você vai votar?” 
Mas: “Que Brasil você pretende ajudar a construir com o seu voto?”
Pense nos próximos quatro anos, claro.
Mas pense também nos próximos vinte.
Pense na escola em que seus netos estudarão. No emprego que seus filhos encontrarão. Na segurança das cidades em que viverão. Na liberdade que terão. Na economia que receberão. Nas instituições que existirão quando nós já não estivermos aqui.
E então pesquise. Leia quem pensa como você e quem pensa diferente. Compare propostas. Desconfie de promessas fáceis.

Publicidade

Leia Também:

Questione números.
Não transforme político em ídolo.
Não entregue sua consciência para influenciadores, grupos de WhatsApp, emissoras, partidos ou algoritmos.
E não escolha alguém simplesmente porque disseram que você precisa odiar o outro.
Seu voto não precisa estar do lado de uma torcida. Precisa ser uma decisão consciente sobre o país em que você acredita.
Porque eleições passam. Governos passam. Políticos passam.
Mas o Brasil que deixarmos depois das nossas escolhas será aquele em que nossos filhos e netos terão de viver.

Júnior Chisté,  psicólogo, “escritor e palestrante. “Atende através de “vídeo-chamadas, “(49) 9 9987 9071.

Bruno Lima

Publicado por:

Bruno Lima

Saiba Mais
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia

Veja também

WhatsApp Jornal A Folha
Como posso ajudar?
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR