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Domingo, 17 de Maio 2026
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Pablo Marçal lidera grupo de 220 brasileiros em mentoria espiritual em Israel durante conflito no Oriente Médio

Pablo Marçal lidera grupo de 220 brasileiros em mentoria espiritual em Israel durante conflito no Oriente Médio
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O coach e empresário Pablo Marçal (PRTB-SP), ex-candidato à Prefeitura de São Paulo e atualmente inelegível, está conduzindo uma mentoria espiritual com cerca de 220 brasileiros pelos países do Egito, Jordânia e Israel, em meio ao cenário de guerra no Oriente Médio. O curso foi divulgado em suas redes sociais há pelo menos dois meses, e a viagem teve início no dia 18 de outubro, cinco dias após os primeiros ataques de Tel Aviv ao Irã, marcando o início de um conflito de 12 dias entre os dois países. De acordo com Marçal, o grupo foi o primeiro a ingressar em Israel nesta quarta-feira (25), viajando de ônibus, logo após o cessar-fogo que entrou em vigor na terça-feira (24). A esposa do influenciador e ao menos dois de seus quatro filhos pequenos também acompanham a caravana. "Entramos em Israel com autorização do governo local [de Binyamin Netanyahu]. Não estamos violando nenhuma regra. Enquanto muita gente está paralisada pelo medo, nosso grupo de 220 pessoas foi o primeiro do mundo a pisar aqui nesse momento", disse ele à Folha, por meio de nota. "Fizemos o nosso próprio 'Êxodo', saímos do Egito, atravessamos o mar Vermelho, passamos pela Jordânia e agora estamos em Israel. Estamos dentro do 'acordo de paz dos 12 dias' e não estamos aqui por turismo, mas por propósito. Não temos data para voltar ao Brasil", continuou. Apesar disso, o anúncio digital que promovia o curso citava uma duração de dez dias, terminando no próximo sábado (28), sem mencionar valores. Marçal também abordou a questão da segurança do grupo: "Sobre segurança, estamos debaixo de uma proteção que não se compara a nenhum colete à prova de bala. Quem anda em missão não negocia com o medo. A guerra não nos assusta, nos posiciona. Quem vive para agradar manchete nunca vai mudar a história". O Itamaraty, desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em outubro de 2023, desaconselha viagens não essenciais à região, conforme alerta consular da Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Na semana passada, cerca de 40 autoridades brasileiras, incluindo um governador e prefeitos, precisaram sair às pressas da cidade após os ataques de retaliação do Irã contra Israel. O grupo havia viajado ao local para participar de uma feira de tecnologia a convite do governo israelense. Em maio deste ano, Pablo Marçal tornou-se réu sob acusação de colocar em risco a vida de pelo menos 32 pessoas durante uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, no interior de São Paulo, em janeiro de 2022. Sua defesa justificou que "se tratava de uma caminhada entre amigos, sem qualquer organização formal". Marçal, que se identifica como cristão, mas sem seguir uma denominação específica, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, no qual aparece conversando com seus seguidores dentro de um ônibus. "Eu não arquitetei a viagem, essa não é uma caravana. Eu não marquei esse negócio tem um ano. Eu não falei quero ir para Israel. Eu fui atraído por esse lugar", afirmou. Ele também negou o caráter turístico da viagem: "Não são 200 turistas, são 200 governantes, que estão sendo curados na alma, no espírito e no corpo". No sábado (21), quando Donald Trump anunciou bombardeios contra instalações nucleares iranianas, Marçal falou sobre o tema enquanto subia o Monte Sinai: "A gente está aqui no Horebe, no Monte Sinai [onde Deus teria dado a Moisés os Dez Mandamentos], subindo, e a gente ficou sabendo agora há pouco que os EUA atacaram o Irã". Ana Ferraz, sócia de Marçal na empresa Digital Kingdown e uma das participantes da caravana, revelou que o grupo iniciou ainda maior, mas foi reduzido gradualmente aos 220 participantes atuais. "Oramos e jejuamos desde o dia 1º de junho. Chegamos ao Egito em meio às manchetes sobre bombardeios, riscos de escalada e alertas internacionais. Enquanto o mundo saía da região, a gente entrava. Muita gente pensou em voltar. Teve silêncio, insegurança, oração. Mas o Pablo, nosso líder, nunca duvidou", disse por mensagem enviada à Folha de S.Paulo. Ainda no Egito, segundo Ana Ferraz, 20 pessoas foram batizadas no mar Vermelho, enquanto mais de 50 decidiram tatuar o versículo Mateus 24:14 da Bíblia no pulso esquerdo. O relato também destacou a tensão vivida no país: "No Egito, não podíamos nem sequer mencionar o nome de Israel. Nenhum símbolo. Nenhuma bandeira. Fomos vigiados. Ouvi gritos nas ruas. A polícia se aproximava. O clima era tenso," disse. A empresária mencionou ainda dois episódios de intolerância religiosa durante a viagem. "Estávamos na praia, fazendo um ato profético de oração. [...] Um segurança local começou a gritar para que a gente parasse, nos expulsando da praia. Não por segurança física, mas por intolerância religiosa. [...] Mas a gente não recuou," escreveu. Em um vídeo, Marçal aparece respondendo "xiu" ao homem, colocando o dedo indicador nos lábios. Outro incidente ocorreu em Petra, na Jordânia, durante um show de luzes nas ruínas: "Estávamos louvando e mencionamos o nome de Israel em voz alta. Foi nesse momento que Carol [Marçal], esposa do Pablo, foi agredida [com um tapa] por uma turista estrangeira," que teria gritado "shut up now" (cale-se agora). Nesta quarta-feira, Ferraz afirmou que o grupo "foi recepcionado pelos israelenses com alegria, que estão em festa".
A Folha

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