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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
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Paraná registra 831 casos de queimaduras em 2025 e alerta sobre cuidados nas festas juninas

Paraná registra 831 casos de queimaduras em 2025 e alerta sobre cuidados nas festas juninas
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De janeiro a abril, 615 pessoas foram internadas por queimaduras no Paraná. Os acidentes podem aumentar em junho, em meio às atividades típicas que incluem líquidos quentes, fogueiras e fogos de artifício. Esses acidentes podem levar à morte, causar morbidade, desfiguração e incapacidade, além de cicatrizes. No Paraná, de janeiro até a primeira semana de junho deste ano, 831 pessoas foram atendidas pelos serviços de urgência (Samu) e emergência (Siate) em decorrência de queimaduras. Em hospitais, os internamentos pelo mesmo motivo chegaram a 615 até abril, uma média de 153 casos por mês. Segundo dados do DataSUS, em 2024 o Paraná registrou 8.682 atendimentos, dos quais 1.894 resultaram em internação hospitalar. Já o Samu e Siate realizaram 1.190 atendimentos relacionados a queimaduras no geral. Além disso, os serviços ambulatoriais atenderam 1.838 pessoas apenas nos primeiros quatro meses de 2025. Para evitar um aumento nos números, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Corpo de Bombeiros do Paraná emitem um alerta para a prevenção de queimaduras, especialmente durante as festas juninas. Os acidentes, que comumente ocorrem nessa época, incluem queimaduras causadas durante o manuseio de líquidos quentes, fogueiras e fogos de artifício. Os casos mais graves podem levar à morte e causar hospitalização prolongada, deformidades, incapacidade e cicatrizes. “É possível manter as tradições, desde que a segurança venha em primeiro lugar. Não podemos permitir que um momento de alegria se transforme em risco à vida. Por isso, reforçamos orientações que fazem toda a diferença nesses períodos”, destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. As queimaduras podem ocorrer durante o preparo e consumo de alimentos e bebidas quentes. As crianças devem permanecer longe do local de preparo e os cabos de panelas precisam ser posicionados para dentro do fogão. Além disso, brincadeiras devem ser realizadas distante de fogueiras, para evitar ferimentos causados pelas chamas ou pela inalação de fumaça. A montagem das fogueiras deve ser feita longe de matas, produtos inflamáveis ou depósitos de papel. Ao manusear fósforos, é importante mantê-los afastados do rosto e evitar o uso de substâncias inflamáveis, como álcool, próximo a fontes de fogo. A porta-voz do Corpo de Bombeiros do Paraná, capitã Luisiana Guimarães, destaca que o período de festas juninas exige atenção redobrada. “Nesse período, a gente tem mais contato com fogo, a fogueira, alguns fogos de artifício, alimentos quentes. Algumas orientações devem ser seguidas para a prevenção de acidentes relacionados às queimaduras”, afirma. “É preciso tomar cuidado com fogos de artifício, respeitando as orientações e o acendimento da fogueira.” Ela ressalta que, caso se utilize líquidos inflamáveis, como álcool, é necessário garantir que não haja qualquer fonte de ignição próxima. “Se houver necessidade de utilizar algum material combustível, como álcool, o acendimento deve ser feito enquanto a fogueira está apagada”, orienta. Produtos inflamáveis não devem ser utilizados quando já há fogo, pois há risco de explosão e queimaduras. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para vítimas de queimaduras. No Paraná, há 35 leitos especializados, sendo 23 cirúrgicos e 12 de UTI, disponíveis pelos hospitais da rede pública, como o Hospital Universitário de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba. Esses leitos são voltados para casos graves que requerem internação prolongada. Além disso, diversas unidades de saúde do estado possuem equipes capacitadas e equipamentos adequados para atender pacientes com queimaduras e outras patologias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ocorram cerca de 11 milhões de casos de queimaduras que requerem atenção médica por ano no mundo, com 30 mil novos casos por dia. Em termos de óbitos, há mais de 180 mil mortes anuais devido às queimaduras. A capitã Luisiana Guimarães também orienta sobre os cuidados imediatos em caso de queimaduras. Nos casos de queimaduras de primeiro grau, que causam vermelhidão, é recomendado colocar a área afetada sob água corrente fria por aproximadamente dez minutos e aplicar compressas úmidas e frias. Em queimaduras de segundo grau, que causam bolhas, a orientação é não furá-las, pois o corpo reabsorverá o líquido. Para queimaduras de terceiro grau, extensas ou causadas por substâncias químicas ou eletricidade, é necessário buscar atendimento médico imediatamente pelo número 193, do Siate. O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário da Universidade de Londrina (UEL) promove o Junho Laranja para conscientizar a população sobre a prevenção de queimaduras. O mês foi escolhido em referência ao Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, celebrado em 6 de junho. A campanha foi idealizada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) e tem como tema deste ano: “Violência contra a mulher: marcas no corpo, feridas na alma”, abordando a violência contra a mulher, que frequentemente resulta em queimaduras.
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