A iniciativa foi conjunta com o Sindicato Rural Patronal de Palmas e Cel Domingos Soares, em parceria com a Comissão das Mulheres do Sindicato Rural.
O Prefeito de Palmas, Daniel Langaro, vice-prefeito, Edson Kemes (Lagarto), o Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR), Cesar Camargo, a coordenadora da Comissão das Mulheres e integrante da diretoria do Sindicato Rural, Lilian Maria de Souza Débas, secretário de Agricultura, Rafael Cruz e demais autoridades também participaram do ato.
O Presidente, explicou que veio a Palmas a convite do Sindicato Rural, dos produtores rurais, da indústria da madeireira, para tratar sobre o que vem ocorrendo no município, principalmente, na questão agropecuária. “Tratamos da questão das demarcações de 3 quilômetros em Palmas, algo que está gerando insegurança jurídica para os produtores rurais da região. Proprietários, que estão com medo de perder suas terras e que precisam minimamente de uma satisfação, de uma indenização, algo que justifique qualquer tipo de tomada dessas áreas. A justificativa legal em relação, e principalmente, a questão constitucional do Brasil, de garantir efetivamente o direito de propriedade para aqueles que pagaram pela sua terra, que a compraram e que tem direito a estar nela. Uma preocupação grande de boa parte dos produtores de Palmas”, disse ele e destacou que participou de uma reunião no Sindicato dos Madeireiros, que enfrenta problema seríssimo referente as tarifas americanas, “praticamente 60%, 70% da produção da região é exportada para os Estados Unidos, essa questão está gerando uma onda de desemprego enorme, as empresas não conseguem se manter sem o mercado americano e estão passando por muita dificuldade. Os proprietários e diretores das indústrias da região, estão preocupados justamente com a falta de solução dessa questão. Houve um encontro entre o Presidente do Brasil e dos Estados Unidos, porém, nada efetivamente andou, não há qualquer tipo de solução nesse sentido, estamos fazendo nosso trabalho, buscando na legislação, com medidas provisórias e no Congresso Nacional, criar algum tipo de compensação para esses empresários, para que consigam ter condições de manter empregos, e forçando muito a questão internacional com o Itamaraty, para vencermos essa questão das tarifas, especificamente, para Palmas”, observou o deputado federal.
Endividamento
Lupion, afirmou que é um problema sério que o setor está enfrentando na região e no Estado do Paraná. “Há dificuldade de acesso a crédito, principalmente, pela falta dos cadastros ambientais rurais, áreas de sobreposição e de sobreamento que impossibilitam as instituições financeiras de emprestar dinheiro e de acessar crédito para esses produtores que vem pedir socorro para que ocorra uma solução para essa questão”.
Crise setor produtivo
“O problema é sério, o governo menospreza o setor agropecuário, não respeita, aliás, cria empecilhos e dificuldades na legislação o tempo todo, seja através de uma lei nova, de uma medida provisória, uma portaria ou de um decreto, criando posições contrárias ao produtor rural, criando dificuldade numa vendeta política, numa questão de ter uma vingança política ao nosso setor. A nossa função no congresso é vencer isso. Temos uma bancada forte para enfrentar essas questões e vencer, principalmente, as narrativas. Aquela que diz que o produtor é responsável pelo dano ambiental, que o produtor é ruim, que o produtor é mal, que o produtor não ajuda. Pelo contrário, somos sabedores o que significa o tamanho da produção agropecuária do Brasil, o que significa economicamente. Não é à toa que é um setor que tem um terço da economia, que gera mais de 30% dos postos de trabalho, que tem mais de 50% das exportações e que preserva mais de 40% das áreas preservadas no país, que estão dentro das propriedades rurais. O produtor respeita a legislação ambiental mais rígida, mais restritiva do mundo e o governo não reconhece. Pelo contrário, fica criando uma série de subterfúgios e de problemas que causam o nosso enfrentamento político o tempo todo”, assinalou.
Questão política
Lupion, esclareceu que independente de ter uma base política eleitoral como deputado federal do Paraná, representa a voz de um setor. “Sou a voz do Agro em Brasília. Onde tem o problema, eu vou, e participo. Não é por não ter votos em Palmas, Pato Branco, Dois Vizinhos, em Cel Domingos Soares, ou em qualquer outro lugar, que não irei atuar junto ao setor. Tenho que auxiliar os nossos produtores e o Agro. Faço isso da melhor maneira possível”.
Jornal A Folha