Durante meses, ouvimos promessas, debatemos ideias, defendemos convicções e, muitas vezes, discordamos intensamente. Cada cidadão fez sua escolha levando consigo suas experiências, suas esperanças e também suas preocupações com o futuro.
Mas as urnas, por si só, não transformam um país.
Elas apenas apontam um caminho.
A verdadeira transformação começa depois, quando a disputa termina e chega a hora de governar, fiscalizar, cobrar, participar e, acima de tudo, trabalhar.
É nesse momento que precisamos substituir a paixão do debate pela maturidade do diálogo. A democracia não pode ser lembrada apenas no período eleitoral. Ela precisa estar presente no respeito às diferenças, na liberdade de opinião, na responsabilidade de quem governa e na participação de quem é governado.
Não precisamos pensar todos da mesma maneira. Precisamos, sim, aprender a conviver com as diferenças sem transformar adversários políticos em inimigos pessoais.
Nenhum projeto de país será construído sobre ressentimentos.
O Brasil precisa de pontes.
Precisa de pessoas dispostas a olhar além das disputas partidárias e perceber que, apesar das nossas diferenças, existem sonhos que nos aproximam: uma educação melhor, oportunidades para nossos jovens, segurança, saúde, trabalho, dignidade e um futuro mais promissor para nossas famílias.
Por isso, este novo ciclo deve ser encarado com esperança, mas também com responsabilidade.
Esperança para acreditar que podemos avançar.
Responsabilidade para reconhecer que nenhum governante terá sucesso sozinho e que nenhum cidadão pode abrir mão de acompanhar, questionar e participar.
A eleição termina em um dia. A responsabilidade começa no dia seguinte.
Talvez essa seja uma das maiores lições que podemos tirar desse processo: votar é um direito, mas construir o país que desejamos é uma tarefa permanente.
Que o novo quadro político encontre um Brasil disposto a olhar para frente. Que aqueles que receberam a confiança das urnas tenham sabedoria para governar para todos. E que nós, cidadãos, tenhamos maturidade para acompanhar cada passo, reconhecer os acertos, questionar os erros e jamais perder a esperança.
Nosso país segue.
Segue com sua história, sua gente, seus sonhos e sua capacidade de recomeçar.
Segue com toda a força das nossas cores, verde e amarela, que representam uma nação plural, diversa e cheia de possibilidades.
Que o novo ciclo venha com coragem, equilíbrio, responsabilidade e esperança.
Porque o Brasil não para nas urnas. O Brasil continua, e somos nós que, juntos, ajudamos a escrever os próximos capítulos dessa história.
Vera Lucia Figueiredo Necher /
Professora, escritora e idealizadora do projeto Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR).@veralucia1234_

Jornal A Folha