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Sexta-feira, 13 de Março 2026
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Quando seremos devolvidos à natureza?

Quantas vezes observamos animais em cativeiro, presos em jaulas ou aquários, e sentimos um aperto no coração ao vê-los longe de seu habitat natural?

Quando seremos devolvidos à natureza?
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Sentimos compaixão, tristeza e, ao mesmo tempo, a certeza de que aquele espaço nunca foi feito para eles. Mas, se olharmos para nós mesmos, será que não estamos vivendo em um cativeiro semelhante?
Vivemos em caixas — apartamentos, escritórios, carros, telas de celulares — e nos esquecemos da essência de nossa própria existência. Perdemos o contato com a terra sob nossos pés, o frescor das árvores, o canto dos pássaros, o silêncio que acalma a alma e até mesmo a convivência com outros seres vivos que nos lembram de nossa humanidade. A tecnologia e a rotina nos aprisionam de forma sutil, tornando natural o que, por essência, não é natural: o afastamento da vida em sua forma mais pura.
E se perguntarmos a nós mesmos: quando seremos devolvidos à natureza? Quando lembraremos que o ar que respiramos, a água que bebemos, o sol que aquece e a chuva que cai são o mesmo que nos sustenta e nos dá vida? Talvez seja hora de abrir as janelas, caminhar descalço na grama, ouvir o vento, sentir o cheiro da terra molhada e perceber que cada árvore, cada animal, cada rio nos convida a voltar para casa.
A natureza não é apenas um cenário bonito; ela é um espelho daquilo que perdemos: liberdade, presença, equilíbrio e conexão com nós mesmos. Assim como o animal que retorna ao seu habitat encontra plenitude, nós também precisamos nos reconectar com o que é essencial, redescobrir a simplicidade e o silêncio, e nos permitir viver com leveza e autenticidade.
E talvez, ao nos libertarmos dessas caixas invisíveis, possamos aprender a caminhar novamente com respeito e reverência pelo mundo à nossa volta, compreendendo que somos parte de algo maior. Porque a verdadeira liberdade não está apenas fora de nós, mas dentro de nós, na capacidade de sentir, viver e respirar em sintonia com a vida, com a natureza e com nossa própria essência. E enquanto permanecemos presos em nossas rotinas e padrões artificiais, esquecemos que a vida pulsa além das paredes que construímos. A natureza nos oferece ciclos de aprendizado: o nascer e o pôr do sol, o crescimento das plantas, o voo dos pássaros. Cada elemento nos ensina sobre paciência, resiliência e harmonia. Estar desconectado desses ritmos é viver metade da existência, sem perceber a profundidade do que significa realmente estar vivo.
Libertar-se desse aprisionamento moderno não exige grandes gestos, começa com pequenos atos de presença e atenção. Sair para caminhar, tocar a terra, ouvir o vento, observar os animais em seu habitat natural, sentir o silêncio que não é vazio, mas pleno. Cada ação nos reconecta com o que é essencial, e aos poucos, sentimos que a liberdade não é apenas um direito, mas uma necessidade de alma. Assim como o animal devolvido ao seu ambiente floresce, nós também podemos reencontrar nosso equilíbrio, nossa alegria e nosso lugar no mundo.

Júnior Chisté,
psicólogo, escritor e palestrante.
Atende através de vídeo-chamadas,
(49) 9 9987 9071.

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Bruno Lima

Publicado por:

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