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Sexta-feira, 13 de Março 2026
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Laudo confirma múltiplas quedas como possível causa da morte de Juliana Marins na Indonésia

Laudo confirma múltiplas quedas como possível causa da morte de Juliana Marins na Indonésia
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O laudo elaborado pelo IML (Instituto Médico Legal), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, não descartou a possibilidade de que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, tenha sofrido mais de uma queda antes de falecer na Indonésia. A jovem morreu no dia 21 de junho, enquanto realizava uma trilha no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto do país. Juliana, natural de Niterói, era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. O documento produzido no Brasil não determinou com exatidão a hora e o dia do óbito. Segundo o legista, essa análise ficou "prejudicada pelas condições de embalsamento em que chegou o cadáver e pela carência de história quanto à dinâmica do evento, pois é possível mais de uma queda". Questionado se houve sinais de prolongamento da vida após o trauma inicial, o especialista afirmou que "não houve prolongamento de vida", mas ressaltou que é possível ter ocorrido um período de agonia antes da "queda fatal". Conforme consta no laudo, esse intervalo pode ter causado à vítima sofrimento físico e psíquico intenso, acompanhado de grave estresse endócrino, metabólico e imunológico decorrente do trauma. A presença de múltiplas lesões também reforça a hipótese de que Juliana tenha passado por mais de um episódio traumático antes da morte. A reportagem obteve acesso à íntegra do laudo, inicialmente divulgado pelo G1. Em resposta a questões sobre hipóteses como hipotermia, desidratação ou exaustão física, o perito observou que, considerando o ambiente onde ocorreu o acidente, é provável que fatores naturais e o isolamento tenham exacerbado o estresse físico e mental da vítima. Os exames realizados na Indonésia logo após o resgate do corpo indicaram que a morte teria ocorrido no dia 25 de junho, segundo o médico legista responsável pela autópsia. "De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, 25 de junho, entre 1h e 13h [horário local, entre 14h de terça-feira e 2h de quarta-feira, no horário de Brasília]", informou o médico Ida Bagus Alit à BBC. A ilha de Lombok, onde fica o vulcão Rinjani, está 11 horas à frente de Brasília. Essa estimativa do legista sobre a hora do óbito contrasta com a informação divulgada pela Basarnas, agência responsável por buscas e resgates na Indonésia, que havia informado que Juliana foi encontrada já sem vida na noite de terça-feira (24). "De fato, é diferente da declaração de Basarnas. Há uma diferença de cerca de seis horas em relação ao horário declarado por Basarnas. Isso se baseia nos dados de cálculo do médico", explicou Ida Bagus Alit à jornalista Christine Nababan, da BBC News Indonésia. A queda de Marins aconteceu por volta das 6h (horário local) do sábado (21), ou 19h de sexta-feira (20), pelo horário de Brasília. Algumas horas após o acidente, ela foi avistada sentada em uma encosta e ainda com movimentos, conforme mostram imagens de drones utilizados por turistas. De acordo com Yarman Wasur, chefe do TNGR (Parque Nacional do Monte Rinjani), há indícios de que a publicitária tenha caído inicialmente em um barranco com cerca de 200 metros de profundidade. Entretanto, quando a equipe de resgate chegou ao local e operou o drone, a vítima não era mais visível no ponto inicialmente identificado. Dois dias depois, o perfil oficial do Parque Nacional do Monte Rinjani no Instagram informou que Juliana havia sido localizada por meio de um drone, presa em uma encosta rochosa a aproximadamente 500 metros de profundidade. Na observação visual feita pelas autoridades locais, a brasileira já aparentava estar imóvel. Por essa razão, as investigações sugerem que ela pode ter sofrido múltiplas quedas, mas ainda não está claro em qual delas aconteceu o trauma fatal que levou à sua morte. No dia 24 de junho, a equipe de resgate conseguiu se aproximar de Juliana e declarou que ela já estava morta. Seu corpo foi resgatado no dia seguinte, após atrasos causados por condições climáticas adversas e pelo terreno acidentado. Embora o Monte Rinjani tenha registrado mortes de outros excursionistas ao longo dos anos, o caso de Juliana Marins recebeu grande atenção no Brasil e na Indonésia. Usuários de redes sociais brasileiros criticaram a lentidão no trabalho de busca e resgate. Por outro lado, a família da publicitária declarou nas redes sociais que o falecimento de Juliana foi causado por negligência e planeja tomar medidas legais contra os responsáveis pela operação.
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