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Colheita das azeitonas em Palmas está na reta final – Unidade do IDR é protagonista

Atualmente a produção é voltada para ser transformada em azeite de oliva

Colheita das azeitonas em Palmas está na reta final – Unidade do IDR é protagonista
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O que parecia impossível em décadas passadas, hoje se tornou uma realidade em Palmas, com a produção de azeitonas para se tornar azeite de oliva. Toda essa questão demandou de muito trabalho do gestor da Unidade do IDR PR de Palmas, Wilson Schveiczrski, que recebeu a reportagem para acompanhar a colheita das azeitonas, que está praticamente no final. 
Revelou que esse estudo foi um experimento para validação de cultivares para o clima e altitude de Palmas, com algumas se tornando aptas ao cultivo. “É uma atividade que pode agregar muito valor, principalmente, para os pequenos produtores, médios e grandes. Mas o objetivo principal foi alcançado, que é validar as cultivares com sua produtividade, verificando se tem alguma doença que pode afetar o plantio. Estou muito satisfeito com os resultados, outros produtores seguiram o nosso objetivo, implantaram as oliveiras, com uma produtividade exuberante. No início de todo o experimento, foram testadas quatro cultivares, Koroneiki, Arbequina, Arbosana e a Oliana, está última apostaria para outra região devido sua floração”. 

Azeitonas
Azeitonas

Azeite
Explicou também que a cultivar, Arbosana é de dupla aptidão, para a produção de azeitona e de azeite. “Atualmente, nossa produção está toda voltada para a produção de azeite. Esse ano estamos levando para uma agroindústria em Campo Erê (SC), o proprietário que tem um equipamento que processa 100 quilos de azeitonas por hora. Creio que num futuro bem próximo, podemos articular através de um deputado, uma emenda parlamentar para comprarmos um equipamento e instalarmos uma indústria de processamento de azeite em Palmas. Vislumbro o produtor trazendo sua produção, acompanhando o processo e a estratificação do azeite.  Tem empresas brasileiras se destacando muito nessa questão de competição internacional pela qualidade do azeite. Tem um grande potencial para essa cultura, que tem um baixo custo de implantação”, relatou o gestor do IDR. 

Plantação 
Schveiczrski, explicou referente ao plantio das Oliveiras, se enfatiza em um espaçamento muito grande entre plantas e linha. “O espaçamento tradicional, gira em torno de 7 metros entre linha e 5 metros a 7 metros, entre planta, com uma produção em torno de 200 a 250 plantas por hectare. Nessa densidade, vai dar uma produção boa também, em torno de 13, 14 quilos por planta, porque é uma planta gigante, e com isso vem uma série de problemas de colheita, de poda. No IDR de Palmas, instalamos essa coleção bem adensada. É um plantio feito num espaçamento entre linha de 4 metros e espaçamento entre planta 1,5. Em 1 hectare, temos 1.880 plantas. Porém, é possível que nesse espaçamento a planta produza um pouco menos do que no sistema tradicional. É óbvio que as nossas plantas são menores, mas, no geral, a produtividade por hectare nesse sistema adensado se sobressai muito, é uma tendência mundial. Inclusive na Argentina, se comenta em plantio adensado. Acredito que é uma técnica que vai se firmar e novos produtores vão entrar na cultura”, informou.

“A média da colheita em Palmas é de 3 kg a 4 kg por planta, é uma produtividade excepcional, devido ao intempério do tempo, da chuvarada na florada”, Wilson Schveiczrski.

Colheita 
“A colheita estamos fazendo manual. Porém, estamos conduzindo a planta como se fosse uma máquina, aquela mesma que colhe café, oliveira. As nossas plantas estão num formato de muro frutal para que essa máquina possa entrar na linha e colher toda ela mecanizada. Estamos partindo para o sexto ano de plantio, até o quarto ano a planta é considerada juvenil, não floresce. Ano passado floresceu muito bem, uma florada exuberante, porém, tivemos geadas muito fortes e abortou muita flor. Esse ano, teremos uma produtividade razoável, poderíamos ter 40, 50% a mais, mas, na época da florada, que foi do dia (10) ao dia (20) de setembro, houve um período de intensas chuvas, e o pólen da oliveira é muito leve, ele cai. Porque não existem insetos que polinizam as oliveiras, é só através do vento”, assinalou ele e comentou que a média da colheita em Palmas é de 3 kg a 4 kg por planta, “é uma produtividade excepcional, devido ao intempério do tempo, da chuvarada na florada”.

Bruno Lima

Publicado por:

Bruno Lima

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