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Aconteceu comigo porque sou pobre’, desabafa mãe, solta após 15 meses presa injustamente por morte do filho

Casal foi acusado pela morte do próprio filho com base em um laudo inicial que apontava possíveis sinais de violência

Aconteceu comigo porque sou pobre’, desabafa mãe, solta após 15 meses presa injustamente por morte do filho
Reprodução/ RICtv
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Após um ano e três meses presa, Helen Corrêa, mãe acusada de matar o próprio filho de dois meses em Curitiba, foi solta. A decisão veio após a apresentação de um novo laudo pericial que contradiz as acusações iniciais de maus-tratos e abuso sexual. O caso aconteceu em dezembro de 2023, no bairro Boqueirão.  

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De acordo com informações do repórter Tiago Silva, da RICtv, na ocasião, os pais da criança procuraram ajuda médica após o bebê ser encontrado inconsciente. Segundo a mãe, ela havia pegado no sono ao lado do filho e, acidentalmente, rolado sobre ele.  

“Dei banho no meu filho, deitei com ele e quando acordei, ele já estava morto do meu lado. Infelizmente fui eu que rolei em cima dele” relatou a mulher, em entrevista à RICtv. No entanto, o casal foi acusado pela morte da criança, com base em um laudo inicial que apontava possíveis sinais de violência.  

Presa preventivamente, Helen enfrentou julgamentos não apenas do sistema de justiça, mas também da sociedade. Ela não pôde comparecer ao sepultamento do bebê. “Falaram que eu tinha matado meu filho, que ele tinha marca de maus-tratos. E desde então, eu vivi um inferno. Só Deus sabe o que eu passei dentro da cadeia. Se a sociedade por fora julga, imagina lá dentro, porque é um caso bem complicado. Muito forte falar que você matou uma criança” disse a mãe.  

Reviravolta A reviravolta no caso veio após a a manifestação do perito Pablo Daniel Huber, ouvido pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele contestou o laudo inicial do Instituto Médico Legal (IML), concluindo que a causa da morte foi um rolamento acidental. Também foi confirmado que o material genético encontrado no bebê pertencia à própria vítima, afastando qualquer suspeita de abuso.  

“Infelizmente aconteceu comigo porque eu sou pobre, porque se fosse uma pessoa rica, com certeza não teria acontecido isso. Eu sofri uma injustiça, receber a acusação que você matou o seu filho, sem ter feito nada, é muito difícil” afirmou Helen. Para o advogado Richard Macedo, que representa o casal, o caso foi marcado por uma condução precipitada da investigação policial. “Conseguimos comprovar, por meio de um laudo técnico de um perito oficial, que não houve crime. Infelizmente, a causa provável da morte foi um rolamento acidental, bem diferente daquilo que apontava o Ministério Público. Também a questão do Rafael, pai da criança, foi esclarecida, não houve estupro, não houve abuso, não houve nada” explicou o advogado. Com base nas novas provas, o Ministério Público acatou o pedido de soltura de Ellen. A defesa agora atua pela liberdade de Rafael, que continua preso, e pelo arquivamento do caso. “O objetivo é tirá-lo o quanto antes, até porque as provas são as mesmas. É uma acusação absurda, que já restou comprovada, que não tem nenhum fundamento. Esperamos que o Ministério Público também solicite a absolvição de ambos” disse Macedo.

Banda B

 

FONTE/CRÉDITOS: Banda B
Lucy Souza

Publicado por:

Lucy Souza

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