No sábado (20), no Pátio de Visitas da Cadeia Pública de Palmas, ocorreu o batizado de alguns apenados. Participaram autoridades, convidados e familiares dos presos.
O pastor da Igreja Evangélica Santuário da Família, Frederico Caminha, com o apoio do pastor Presidente, João Anilson Alves de Melo, fizeram os batizados.
Caminha, destacou que faz 02 anos que é realizado esse trabalho. “Agora, estamos colhendo os frutos que foi semeado. O senhor nos dá a oportunidade de ser instrumento na mão dele, nada mais que isso. Levamos a palavra para os apenados para que haja a mudança de vida, não adianta querer fazer algo diferente, se não fazemos algo diferente. Temos que dar a oportunidade através do evangelho para que se crie uma nova mentalidade, um novo coração, uma nova visão a respeito da sociedade, principalmente, da família, a nossa primeira missão é que haja o perdão entre as famílias, reconstituindo-as”, observou o pastor e comentou, “se saírem como entraram aqui, normalmente, são brigados com a família, separados da esposa, dos pais, das mães, eles olham, saem para fora, vão olhar para quem? Para as antigas companhias, com certeza irão voltar para a antiga vida. A nossa função é tentar que haja o perdão entre as famílias, graças a Deus nós temos conseguido esse intuito, todos que estiveram participando do batismo, estavam com suas famílias, inclusive em um dos casos o padrasto, relatou quando o apenado sair, o pai e a mãe vão se casar no civil para ele poder ter o sobrenome do padrasto. Isso é a reestruturação da família, o amor familiar está sendo refeito”, assinalou.
O gestor da Cadeia Pública de Palmas, Porfirio, relatou que é um trabalho maravilhoso que tem sido feito desde o ano passado. “Em dois anos desse trabalho, já batizamos 19 homens da Cadeia Pública de Palmas. Tivemos testemunhos do resgate das famílias, essas pessoas estão em busca da condição em Cristo, de uma melhora em Cristo. Também veem a pena deles e suas condições carcerárias de uma forma diferente. Tudo é um processo, é uma necessidade de se passar. Então, eles começaram a entender também as questões do que fizeram, dos seus arrependimentos. Até para nós, começa a melhorar a questão da carceragem, porque começam a cobrar dos outros, e a transformação de alguns também se inicia incentivando para que façam as coisas caminhar”, enfatizou e também comentou que há os períodos de turbulência nas questões espirituais. “Mas as coisas acabam sempre dando certo, graças a Deus as coisas estão acontecendo bem. Foram 11 dessa vez, 09 da primeira vez, e agora também estamos em uma outra turma que até janeiro pretendemos estar batizando. E vamos verificar a questão do casamento, de um preso que solicitou a possibilidade de estar casando no religioso”.
Batismo
“Todos eles, graças ao bom Senhor, quando entram nas águas no momento do batismo saíram em via de regra chorando, reconhecendo aquele ato, a proximidade com Cristo, principalmente, quando elevaram-se das águas, olharam para as famílias sentada à frente, mostrando que algo estava diferente. É de fato um reencontro familiar. Na oportunidade um apenado pediu a sua esposa em casamento, nos pediu autorização para fazer o casamento, agora esperamos a autorização do diretor da Cadeia Pública, para que possamos fazer a cerimônia, ver se é possível”, acrescentou o pastor e explicou que um discipulado já está em andamento na Cadeia Pública com 35 apenados, “até o final do ano, se Deus quiser, teremos mais um batismo, pelo menos mais uns 15, daqueles que realmente querem a nova vida, uma nova expectativa. Convido nossa comunidade a olhar com novos olhos para essas pessoas, e ver que elas buscam uma nova chance, e que seja dada uma nova chance”, salientou.
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Jornal A Folha