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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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Dólar fecha em R$ 5,46 com impacto do IOF e realização de lucros; Bolsa alcança terceira maior marca histórica

Dólar fecha em R$ 5,46 com impacto do IOF e realização de lucros; Bolsa alcança terceira maior marca histórica
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Em um dia marcado pela judicialização do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pela realização de lucros, o dólar iniciou o mês de julho em alta. A bolsa de valores registrou sua segunda valorização consecutiva e atingiu o terceiro maior patamar de sua história. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (1º) vendido a R$ 5,461, com alta de R$ 0,027 (+0,51%). Após operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, a cotação subiu de forma consistente. Na máxima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 5,47. Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 11,63% ao longo de 2025. Ontem (30), o dólar havia fechado em R$ 5,43, o menor nível desde setembro do ano passado. O mercado de ações teve um dia mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, terminou o pregão aos 139.549 pontos, com aumento de 0,5%. Este foi o terceiro melhor desempenho da história do índice, ficando atrás apenas dos dias 20 e 19 de maio deste ano, quando registrou seus picos históricos, acima dos 140 mil pontos. A valorização do dólar foi influenciada pela decisão do governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o decreto que aumentou o IOF. "O mercado financeiro apoia a derrubada do decreto", apontaram analistas, o que gerou incerteza no câmbio. Ademais, a realização de lucros impulsionada por investidores que aproveitaram a cotação mais baixa da moeda norte-americana também contribuiu para o movimento de alta. Fatores externos exerceram pressão adicional. Dados mistos da economia dos Estados Unidos mostraram um crescimento na produção industrial dentro das expectativas e uma criação de empregos superior ao previsto. Esses resultados favoreceram o dólar em escala global, principalmente frente às moedas de mercados emergentes. Além disso, uma declaração de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), aumentou as tensões nos mercados internacionais. Powell afirmou que "o Fed teria começado a baixar os juros nos Estados Unidos não fosse a política tarifária do presidente Donald Trump". A fala foi interpretada como um sinal de cautela da autoridade monetária em relação aos próximos meses.
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