Um convite à alegria coletiva. Ruas coloridas, risos soltos, danças espontâneas e encontros que só essa festa é capaz de proporcionar.
Mas, em meio ao brilho das fantasias, é preciso perguntar: até que ponto a busca pela diversão ultrapassa os limites do respeito e do cuidado?
Nos últimos anos, temos observado que, para muitos, a ideia de “aproveitar ao máximo” tem sido confundida com exagero. O consumo excessivo de álcool, comportamentos impulsivos, desrespeito ao próprio corpo e ao corpo do outro acabam transformando o que deveria ser celebração em risco — físico, emocional e social.
Diversão não precisa ser sinônimo de descontrole.
É possível dançar até o amanhecer sem perder a consciência. É possível celebrar a liberdade sem ultrapassar os limites do outro. É possível viver a intensidade do Carnaval com responsabilidade.
O verdadeiro espírito carnavalesco não está no excesso, mas na alegria compartilhada. Não está no abuso, mas no respeito. Não está na fuga, mas na presença.
Cuidar-se também é um ato de maturidade. Saber dizer “não”, reconhecer limites e proteger a própria integridade é um gesto de amor-próprio. E amar-se é, também, um ato revolucionário.
Que possamos ensinar às novas gerações que a diversão saudável é aquela que deixa memórias boas — não arrependimentos.
Que o brilho das fantasias não apague a luz da consciência.
Que a música alta não silencie a voz da responsabilidade.
E que, ao final da festa, possamos voltar para casa inteiros — no corpo, na mente e no coração.
Porque a verdadeira alegria não machuca. Ela eleva.
Vera Lucia Figueiredo Necher
Professora, escritora e
idealizadora do projeto
Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR). @veralucia1234_
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