O evento, ocorreu na quarta-feira (19), em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado dia (20) de novembro.
Fazendo parte da programação, foram realizadas diversas apresentações artísticas e culturais, exposição do artesanato retratando a história do povo africano, oficinas. Também participaram membros das comunidades quilombolas, Adelaide Maria Trindade Batista, Castorina Maria da Conceição (Fortunato) e Tobias Ferreira (Pitanga).
“É a culminância de tudo que foi realizado desde o início do ano com os trabalhos na escola com a comunidade e os estudantes. Esse ano ficou mais forte a questão dos trabalhos de território, o conhecimento sobre as três comunidades de Palmas. Mostramos para a sociedade que existimos e resistimos, pois, as lutas são diárias”, disse a coordenadora do Colégio Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, Auriani Boeze da Silva Moreira e agradeceu a presença do Chefe Regional do Núcleo de Educação, Marcelo Oltramari, que sempre atende as demandas da instituição. “É parceiro nosso da escola juntamente com a coordenadora do Ensino em Tempo Integral, Marytta Renno Vilela Perez Masseli, a Sandra e o Lourival na SEED, temos ligação grande nessas esferas e que precisam estar conosco na luta”.
O Presidente da Associação da Comunidade Quilombola Adelaide Maria Trindade Batista, Alcione Ferreira da Silva, mencionou que o evento traz um fortalecimento nas lutas da comunidade e na educação, para que a população saiba de todas essas questões. “É uma forma de resistência para mostrar nossa cultura, que um dia foi escondido de nós, nossos ancestrais eram proibidos de se manifestar. Hoje, isso vem à tona”, argumentou ele.
O Chefe do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, Marcelo Oltramari, destacou que sua participação no evento é para prestigiar o único colégio quilombola do Sudoeste do Paraná. “Essa instituição se consolida e fortalece cada vez mais. Tem uma sede própria dentro do território quilombola que foi doado pelo município para o Estado. A cultura se fortalece cada vez mais, pois, os estudantes permanecem na comunidade. Agora, com a implantação do Ensino em Tempo Integral, disponibilizando atividades extracurriculares, com uma matriz curricular construída pela comunidade quilombola de Palmas”, pontuou ele.

Jornal A Folha