Uma senhora, no dia do próprio aniversário, corta a primeira fatia do bolo. Poderia celebrar com os convidados. Poderia receber aplausos. Poderia ser o centro da atenção.
Mas ela escolhe outra coisa.
Ela caminha até o quarto. O marido está acamado. Fragilizado. Dependente. E é para ele que ela oferece a primeira garfada.
Eu sou homem. E aquilo me atravessou.
A gente cresce ouvindo sobre sucesso, performance, resultado, meta, crescimento exponencial. Falam sobre liderança, protagonismo, alta performance. Mas quase ninguém fala sobre permanência.
Compromisso não é sobre o dia da festa.
É sobre o quarto silencioso.
Não é sobre quando está leve.
É sobre quando pesa.
Amar, para mim, depois dessa cena, ganhou outro significado.
É continuar escolhendo alguém quando já não há aplausos.
É permanecer quando não há conveniência.
É honrar a palavra dada quando ninguém está olhando.
No mundo corporativo, falamos tanto sobre cultura e valores. Mas valor mesmo é
o que a gente pratica quando não é obrigado.
“Na saúde e na doença” não é só frase de casamento.
É postura. É caráter. É decisão diária.
Que tipo de parceiro você tem sido?
Que tipo de líder você é quando as coisas ficam difíceis?
Você permanece ou procura uma saída confortável?
Hoje eu fui lembrado de que grandeza não está no palco.
Está no cuidado.
E talvez o mundo precise menos de performance…
e mais de permanência.
Júnior Chisté, psicólogo,
escritor e palestrante.
Atende através de vídeo-chamadas,
(49) 9 9987 9071.
Comentários: