O engenheiro-agrônomo e diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Ivanir Dalanhol, esclareceu que na década de 80, quando chegou em Palmas, estava se desenvolvendo a cultura da macieira. “Eram vários investidores, inclusive, um grupo francês, com 70 hectares de maçã, com sistema moderno de produção, seguindo essa tendência outros produtores também investiram. “Na época já tinha o IAPAR, que conduzia pesquisas e somando-se a isso, um pesquisador francês da região de Fraiburgo, ministrou algumas palestras”.
Dificuldades
Segundo o eng. Agrônomo, a maior delas eram as cultivares, mas, depois foi se acertando, com a vinda de novas variedades, gala (Nova Zelândia - Europa) e Fuji (Japão). “Essas variedades eram predominantes na produção de maçã do Brasil e, em Palmas”.
Tecnologia
“Este fator auxilia e muito na produção, as pesquisas de melhoramento genético da Embrapa, Iapar e Epagri, sempre estão evoluindo. A maioria dos pomares, onde os produtores investem, tem o foco no sistema de Condução”.
Clima
Segundo Dalanhol, Palmas, só perde na questão do clima para São Joaquim (SC). “O inverno do município é bom, a macieira é de clima frio, precisa para quebrar a dormência e outras questões relacionadas a fruta”.
Exportação
Explicou que o município não exporta devido o volume de produção ser pequeno, mas, ao nível de Brasil, é exportado quantidade significativa. “Anteriormente, o principal mercado era a Europa, mas, agora já migrou para a Índia, que aceita um produto que não tenha muito qualidade, exemplo uma Cat 03”.
Ponto de Vista
“Quando iniciou a produção de maçã, a Coamo, se instalou no município e atendia os produtores e fomentavam a cultura, dando o suporte necessário, inclusive com a Câmara Fria e classificação. Em meu ponto de vista, algumas lideranças do município erraram, com a instalação da Codapar, em um primeiro momento animou os produtores, porém, depois vieram os problemas. Diante deste cenário a Coamo, se desfez de sua estrutura. Logo após, os produtores começaram a sentir o problema, vendiam uma carga de maçã, às vezes não recebiam, pagavam a armazenagem e outras questões que tornou o custo muito alto. Com a Coamo seria melhor para atingir o preço de mercado, o que não ocorre hoje em dia. É minha opinião. Palmas, seria um grande centro produtor de maçã”, comentou.

https://youtu.be/XPbjbD7vdfY