Mas, em meio a esse cotidiano, emergências podem acontecer a qualquer momento. Uma queda, um desmaio, uma crise convulsiva ou até mesmo um engasgo são situações que exigem ação rápida e segura. E é justamente nesse contexto que o Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas promoveu uma oficina educativa de primeiros socorros, voltada aos servidores da instituição.
A atividade foi conduzida por acadêmicos do curso de Enfermagem e teve como objetivo capacitar os participantes para agir diante de situações críticas, fortalecendo a prevenção e a segurança da comunidade escolar. Mais do que teoria, os servidores vivenciaram simulações práticas, aprendendo técnicas como a reanimação cardiopulmonar (RCP), a manobra de Heimlich e os cuidados iniciais em casos de desmaio, convulsão e quedas.
Um dos grandes resultados da oficina foi a elaboração de um protocolo institucional de primeiros socorros, que padroniza as condutas e orienta o atendimento inicial até a chegada do socorro especializado. Esse protocolo garante que qualquer servidor, mesmo sem formação em saúde, possa agir com clareza e confiança, reduzindo erros e aumentando as chances de salvar vidas.
O impacto da atividade foi visível: os participantes relataram maior segurança, trocaram experiências e compreenderam que o preparo coletivo é essencial para a proteção de todos. A oficina também reforçou a importância da Lei Lucas (13.722/2018), que torna obrigatória a capacitação básica em primeiros socorros em instituições de ensino. Mais do que um treinamento, a oficina foi um exercício de cidadania e cuidado. Afinal, em situações de emergência, cada segundo conta. E quando o conhecimento se espalha, a segurança se multiplica.
Em relação ao engasgo, uma das emergências mais comuns e perigosas, a manobra de desengasgo é um gesto simples que pode salvar vidas, pois, em poucos segundos, a obstrução das vias aéreas pode levar à falta de ar e até à morte. Crianças pequenas, idosos e adultos estão sujeitos a esse risco, seja durante uma refeição ou até mesmo ao beber líquidos.
A técnica mais eficaz para salvar alguém nessa situação é a manobra de Heimlich, também chamada de manobra de desengasgo. Ela é simples:
• Fique atrás da pessoa engasgada.
• Abrace-a pela cintura e feche uma das mãos em punho.
• Coloque o punho logo acima do umbigo, no meio da barriga.
• Segure o punho com a outra mão e faça pressões rápidas e fortes para dentro e para cima, como se quisesse levantar a pessoa.
Esses movimentos criam pressão no tórax e ajudam a expulsar o objeto que está bloqueando a passagem de ar. Se a pessoa estiver inconsciente, deve-se iniciar imediatamente a RCP e chamar o serviço de emergência.
Apesar de parecer simples, muitas pessoas não sabem como agir diante de um engasgo, e isso pode custar vidas. Por isso, é essencial que esse conhecimento seja difundido em escolas, empresas, famílias e comunidades. Em instituições de ensino, a Lei Lucas (13.722/2018) reforça essa necessidade, como já falado.
Saber a manobra de desengasgo é aprender a salvar vidas. Cada pessoa que domina essa técnica torna-se um potencial salvador. E, quando o conhecimento se espalha, a segurança se multiplica. O desengasgo nos lembra de uma verdade simples e poderosa: às vezes, um gesto rápido e certeiro é tudo o que separa a vida da morte.
Paola Geovana de Moraes – Estudante do Curso de Enfermagem do Instituto Federal do Paraná.
Marcia Domênica Cunico Barancelli – Professora do Curso de Enfermagem do Instituto Federal do Paraná.

Jornal A Folha