O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu a continuidade de políticas voltadas à redução das desigualdades regionais como o Rota do Progresso, iniciativa do Governo do Paraná criada para estimular o crescimento econômico e social dos municípios com os menores indicadores de desenvolvimento do Estado. A fala ocorreu em entrevista à TV Evangelizar nesta segunda-feira (31).
Criado em 2024, o Rota do Progresso coordena ações de diferentes áreas do Governo do Estado para promover o desenvolvimento em territórios com menores índices de renda e desenvolvimento. O programa tem entre os públicos prioritários os municípios Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM) abaixo da média estadual.
Segundo Sandro Alex, a estratégia é combinar investimentos públicos em infraestrutura com incentivos para atrair empresas e gerar empregos nas regiões que, historicamente, receberam menos investimentos. “O Paraná teve um isolamento de regiões que, ao longo da história, não receberam os recursos necessários para crescerem e prosperarem. Por isso, iniciamos esse trabalho nos municípios com IDH menor e avançamos muito em todos eles”, afirmou.
Entre os exemplos citados por Sandro Alex está o investimento realizado pela Cooperativa Lar em São José das Palmeiras, no Oeste do Paraná. Com aporte de R$ 90 milhões, a unidade é voltada à recria de aves e representa uma expansão na cadeia avícola da região. A instalação foi possível graças ao apoio da Rota do Progresso.
“Empresas que investem nessas áreas com IDH mais baixo têm incentivos do governo, porque, muitas vezes, uma cooperativa ou uma indústria quer se instalar em um centro maior, em um grande potencial já consolidado. Nós incentivamos elas a se instalarem em municípios menores por meio de incentivo e, assim, desenvolverem emprego para a população dessas localidades”, explicou.
No campo de desenvolvimento, o candidato citou obras de infraestrutura em municípios como Mato Rico e Doutor Ulysses e afirmou que o objetivo é eliminar o isolamento de regiões do Estado. Ele também citou o caso de Guaraqueçaba. O Governo do Estado já contratou o projeto para viabilizar a pavimentação até o município.
“Nós pavimentamos o acesso a Mato Rico, uma cidade que não tinha asfalto nem para chegar com ambulância. Agora, estamos pavimentando Doutor Ulysses, que era isolado no Vale da Ribeira, chegando em Cerro Azul. E resta ainda o isolamento de Guaraqueçaba. Estamos fazendo o projeto e o licenciamento será autorizado pelo Ministério Público. A comunidade não ficará mais isolada”, defendeu.
Qualidade de vida
Os dados mais recentes do Ipardes reforçam a evolução dos indicadores de desenvolvimento municipal no Paraná. O IPDM mostra que 317 das 399 cidades do Estado (79% do total) apresentam desempenho de médio para alto nas áreas de renda, educação e saúde.
O avanço representa um crescimento de 8% em relação à edição anterior, quando 293 municípios superaram a nota 0,60 que baliza o indicador. Quanto mais próximo de 1, melhor o indicador, sendo que nenhuma cidade está no indicador mais baixo.
Para Sandro Alex, a melhoria dos indicadores precisa alcançar também os municípios que ainda apresentam desempenho inferior. Ele defendeu investimentos em saneamento, iluminação pública, pavimentação e infraestrutura rural como instrumentos para permitir que a população tenha melhores condições de vida.
“O que a gente quer é manter essas pessoas trabalhando, estudando e vivendo bem nessas comunidades. Não precisam se deslocar para um grande centro e acabar morando, à mercê da sorte, muitas vezes, em uma cidade maior. É isso que nós estamos fazendo no Paraná”, afirmou.
Distribuição de renda
Outro indicador que evidencia a posição do Paraná é o Índice de Gini, utilizado para medir a concentração de renda. Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.
Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025, o Paraná registrou Gini de 0,470 para o rendimento domiciliar per capita, abaixo do resultado de 0,473 registrado em 2024. O índice varia de 0 a 1, com zero representando a plena igualdade e um a máxima concentração.
O resultado vai na contramão do País, onde o Índice de Gini subiu de 0,504 para 0,511. O Estado registra uma melhora constante nesse indicador desde 2018, quando era de 0,491.
Defesa da vida, educação e saúde
Na entrevista, Sandro Alex também destacou a defesa de princípios éticos e cristãos, com ênfase na família, na vida, na liberdade e na propriedade; os impactos da reforma tributária e a necessidade de planejamento para a transição do ICMS para o IBS; a manutenção da capacidade de investimento do Paraná em infraestrutura, saúde, educação e habitação; os avanços na área educacional, com investimentos acima do mínimo constitucional, programas de intercâmbio, alimentação escolar e alfabetização na idade certa; e a continuidade do processo de regionalização da saúde no Estado.

Jornal A Folha