Augusto Cury
Nunca se falou tanto em saúde mental quanto nos últimos anos. Ainda assim, os índices de ansiedade, estresse e esgotamento entre mulheres continuam crescendo.
A mulher moderna acumula funções. Trabalha fora, administra a casa, cuida dos filhos, acompanha os pais, mantém compromissos sociais e profissionais. Muitas vezes, assume para si a responsabilidade de manter tudo em ordem — inclusive as emoções dos outros.
O problema é que essa força constante tem um custo.
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva afirma:
“A ansiedade é o mal do século, e aprender a administrá-la é uma necessidade urgente”.
O cansaço feminino deixou de ser apenas físico. Ele é emocional. É mental. É silencioso. E, frequentemente, invisível.
Frases como “eu dou conta”, “é só uma fase” ou “depois eu descanso” se tornaram comuns. O descanso, porém, quase nunca chega. O resultado aparece em forma de insônia, irritabilidade, desmotivação e crises de ansiedade.
Cuidar da saúde mental não é luxo. É necessidade básica.
Além do acompanhamento profissional quando necessário, práticas como atividade física regular, convivência em grupo e redes de apoio são estratégias comprovadas de proteção emocional. O movimento ajuda a regular hormônios ligados ao estresse, melhora o sono e fortalece a autoestima.
Mais do que estética, exercício é equilíbrio.
Como lembra a pesquisadora Brené Brown:
“Vulnerabilidade não é fraqueza. É a nossa maior medida de coragem”.
Reconhecer limites, pedir ajuda e criar espaços de escuta são atitudes de maturidade — não de fragilidade.
A mulher forte também cansa.
E isso não diminui sua força — apenas revela sua humanidade.
Talvez a reflexão da semana seja simples e necessária: estamos apenas cumprindo tarefas ou estamos cuidando de nós mesmas?
Cuidar da mente é um ato de responsabilidade.
E também de amor-próprio.
Vera Lucia Figueiredo Necher
Professora, escritora e
idealizadora do projeto
Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR). @veralucia1234_
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