Chegar aos 40 anos não significa desacelerar — significa, muitas vezes, despertar.
O corpo muda, a rotina muda, as prioridades se reorganizam. E, junto com tudo isso, surge uma pergunta silenciosa: “E eu? Onde eu fico nessa história?”
Por muito tempo, muitas mulheres colocaram tudo e todos à frente: família, trabalho, responsabilidades. Mas existe um ponto em que cuidar de si deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade.
E é justamente nesse momento que o movimento entra como transformação.
A prática esportiva, especialmente em grupo, vai muito além do físico. Ela resgata a autoestima, fortalece a mente e cria algo essencial nessa fase da vida: pertencimento. Não se trata apenas de jogar, correr ou treinar — trata-se de se sentir viva novamente, ativa, capaz.
No projeto Rich’s Volleyball Mulheres 40+, vemos isso acontecer todos os dias. Mulheres que chegam inseguras e, aos poucos, redescobrem sua força. Mulheres que achavam que “já passou o tempo” e percebem que, na verdade, o melhor tempo pode ser agora.
Não existe idade certa para começar. Existe decisão.
Ser 40+ é, acima de tudo, ter a oportunidade de recomeçar com mais consciência, mais coragem e, principalmente, mais amor-próprio.
Porque no final das contas, não é sobre o que ficou para trás.
É sobre tudo o que ainda pode ser vivido.
Vera Lucia Figueiredo Necher
Professora, escritora e
idealizadora do projeto
Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR). @veralucia1234_
