Não apenas por ser a maior de todos os tempos, reunindo mais de 40 seleções em busca do mesmo sonho, mas porque ela nos lembra, mais uma vez, que o futebol é uma linguagem universal.
É emocionante assistir a gerações diferentes dividindo o mesmo palco. De um lado, jovens talentos escrevendo os primeiros capítulos de suas histórias. Do outro, lendas que provavelmente disputam seus últimos minutos em uma Copa do Mundo. Nomes como Modriæ, Cristiano Ronaldo, Neymar, Lionel Messi e tantos outros carregam nas chuteiras uma trajetória que marcou milhões de pessoas. Independentemente das camisas que vestem, são atletas que ajudaram a transformar o futebol em um espetáculo admirado em todos os cantos do planeta.
Os Estados Unidos, o Canadá e o México vivem dias inesquecíveis. Estádios completamente lotados, recordes de público, torcidas colorindo as arquibancadas e uma atmosfera que só a Copa do Mundo é capaz de criar.
Talvez o mais bonito de tudo seja perceber que, durante noventa minutos, culturas, idiomas, crenças e costumes tão diferentes encontram algo em comum. A rivalidade fica dentro das quatro linhas. Fora delas, há troca de experiências, respeito, amizade e a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre pessoas que vivem do outro lado do mundo.
A Copa nos mostra que, apesar das diferenças, todos vibram por um gol, sofrem por uma eliminação, comemoram uma classificação e sonham com o mesmo troféu. Ela nos lembra que a emoção não precisa de tradução.
E quando o último apito desta Copa soar, os campeões serão lembrados, mas o que permanecerá vivo será algo ainda maior: as histórias compartilhadas, os abraços entre desconhecidos, as lágrimas de alegria e de despedida, e a certeza de que o futebol continua sendo um dos poucos espetáculos capazes de unir a humanidade em torno de um mesmo sentimento. Porque, no fim das contas, as taças ficam nos museus... mas as emoções que uma Copa do Mundo desperta permanecem para sempre no coração de quem teve o privilégio de vivê-las.
Júnior Chisté, psicólogo, “escritor e palestrante. “Atende através de “vídeo-chamadas, “(49) 9 9987 9071.

Jornal A Folha