Estou falando de algo muito, muito preocupante e que não é de agora, vem de décadas, só que agora temos a extraordinária inserção da IA (inteligência artificial) e por favor, quando eu digo “extraordinária” não estou sendo eufórico e sim condizente com o que essa inteligência que nos parece quase ilimitada pode ou não fazer com todos nós. O fato é que sabemos que pela primeira vez na história da humanidade os filhos estão tendo menor QI que os próprios pais. Tenho dito isso todos os dias e com maior contundência quando falo à profissionais da educação. Estão usando qualquer ferramenta de IA para buscarem respostas sobre si. Estão usando a inteligência artificial até como terapia, como se a IA pudesse olhar em seus olhos, ver o seu comportamento e saber de emoções, sentimentos, hábitos, vícios e preguiça, por exemplo. Por outro lado, cada vez menos estamos usando menos a escrita, o cálculo e a própria leitura. Ficamos sabendo de um livro, já pedimos à IA que nos escreva de forma resumida, que faça uma síntese sobre tal livro. Queremos conversar e conquistar alguém, estamos buscando respostas conquistadoras na IA. Poderia aqui exemplificar e escrever um livro sobre o que está acontecendo. Estamos retrocedendo de forma preocupante. Hoje, no Brasil, se lê cada vez menos, se escreve cada vez menos e até convivemos menos. Se temos até possíveis candidatos à presidência, ao governo de estados do Brasil e deputados que sequer leram um livro na vida ou quem possuem esse hábito, o que você pode esperar do Brasil? Precisamos começar pelos professores, fortificar esses profissionais, precisamos levar a leitura à vida diária de nossas crianças, precisamos ser menos ansiosos e contemplar mais a sabedoria que está por toda a parte mas as pessoas estão preferindo o imediatismo, e este nos faz mais imbecis, cada vez mais.
Júnior Chisté, psicólogo, “escritor e palestrante.
“Atende através de “vídeo-chamadas, “(49) 9 9987 9071.

Jornal A Folha