Muitas vezes, quem vê de fora imagina que liderar é apenas orientar, motivar e tomar decisões. Mas, na prática, liderar vai muito além disso.
Liderar é lidar com pessoas e pessoas carregam histórias, emoções, expectativas, inseguranças e sonhos.
E é justamente aí que começam os maiores desafios.
No projeto, encontro desafios diários. E nem sempre é fácil.
Há dias em que tudo flui, em que o grupo está motivado, conectado e leve. Mas também há dias de desânimo, conflitos, inseguranças e até desistências. E como líder, eu estou no centro de tudo isso.
Um dos maiores aprendizados tem sido entender que nem sempre vou conseguir atender a todas as expectativas. E está tudo bem. Liderar também é saber lidar com frustrações, as minhas e as dos outros.
Outro desafio constante é manter o equilíbrio emocional. Porque, antes de ser líder, eu também sou humana. Também sinto, também me canso, também tenho minhas dúvidas. Mas escolho, todos os dias, não desistir.
Liderar é, muitas vezes, ser forte quando ninguém vê.
É acolher, ouvir, orientar e ao mesmo tempo, tomar decisões difíceis. É manter a firmeza sem perder a sensibilidade.
Também aprendi que liderança não é sobre controle, mas sobre conexão. Quando existe confiança, respeito e propósito, o grupo cresce junto.
E isso não significa que será perfeito. Pelo contrário: os desafios fazem parte do processo. São eles que fortalecem, que ensinam e que transformam.
Hoje, entendo que cada dificuldade enfrentada no projeto também está me formando como líder. Estou aprendendo a ter mais paciência, mais escuta, mais clareza e, principalmente, mais empatia.
Porque no final, liderar não é sobre ser perfeita.
É sobre ser verdadeira, presente e comprometida com o crescimento coletivo.
E mesmo nos dias difíceis, quando tudo parece pesado, eu me lembro do porquê comecei.
E isso me faz continuar.
Vera Lucia Figueiredo Necher
Professora, escritora e
idealizadora do projeto
Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR). @veralucia1234_
