Não era simplesmente comprar um imóvel, contratar um novo financiamento e registrar a operação. Era uma negociação que envolvia um financiamento já existente, compradores e vendedores com obrigações que precisariam permanecer organizadas durante determinado período e uma série de cuidados para que aquilo que estava sendo combinado hoje continuasse fazendo sentido no futuro.
E foi justamente esse tipo de negócio que me fez pensar em uma situação muito comum no mercado imobiliário. Quando uma pessoa encontra um imóvel mais barato, com uma entrada menor ou uma condição aparentemente mais vantajosa, a primeira reação costuma ser pensar: “Por que vou pagar mais se posso comprar por menos?”. A pergunta é legítima. Mas existe outra, muito mais importante: “O que estou comprando junto com esse preço?”
Porque uma operação imobiliária não termina quando comprador e vendedor apertam as mãos. Dependendo da estrutura do negócio, existem financiamento, documentos, prazos, obrigações, registros, responsabilidades, quitação futura e diversas outras etapas que precisam estar alinhadas.
Foi exatamente isso que tivemos que organizar nessa negociação. Não bastava estabelecer o preço. Era necessário deixar claro o que aconteceria durante o período em que o financiamento permanecesse vinculado aos vendedores, quais seriam as responsabilidades de cada parte, como os pagamentos seriam comprovados, o que aconteceria quando o financiamento fosse quitado e quais instrumentos poderiam facilitar a regularização posterior do imóvel.
Essa experiência reforçou uma conclusão importante: o preço é apenas uma parte da compra. A segurança da operação também tem valor.
É aí que entra o papel de uma imobiliária profissional. Uma imobiliária não deveria ser apenas a empresa que mostra o imóvel, coloca comprador e vendedor frente a frente e recebe uma comissão quando o negócio acontece. Em operações mais complexas, existe uma responsabilidade muito maior: organizar informações, identificar riscos, documentar os acordos, orientar as partes e fazer com que cada etapa seja conduzida com o devido cuidado, contando, quando necessário, com o apoio jurídico e dos profissionais e instituições envolvidos.
Isso não significa que todo negócio feito diretamente entre particulares seja ruim. Também não significa que contratar uma imobiliária elimine todos os riscos. Significa algo mais simples: quanto mais complexa for a operação, maior precisa ser o nível de organização e assessoria.
Imagine descobrir daqui a alguns anos que aquele acordo feito no passado não estava suficientemente documentado. Imagine o vendedor não estar mais disponível. Imagine surgir uma pendência documental. Imagine o financiamento chegar ao fim e aparecer uma dificuldade para concluir uma etapa que ninguém havia previsto. O problema que parecia pequeno no dia da compra pode se transformar em um problema caro no futuro.
Por isso, antes de comparar apenas preços, entradas e parcelas, eu recomendo que o comprador faça uma pergunta: “Quem está cuidando para que essa operação continue segura depois que eu sair daqui com as chaves?”
Essa pergunta muda completamente a forma de olhar para uma compra imobiliária. No mercado imobiliário, algumas economias são inteligentes. Outras apenas transferem o custo para o futuro.
O barato pode estar no preço. O caro pode estar no risco.
E uma boa negociação não é necessariamente aquela que parece mais barata no dia em que é fechada. É aquela em que as partes sabem exatamente o que estão fazendo e conseguem enxergar também o que pode acontecer depois. E quando falamos em compra de imóvel, existe ainda outra decisão que merece a mesma atenção: o financiamento.
Muitas pessoas passam semanas procurando o imóvel ideal e poucos minutos analisando o financiamento que vai acompanhá-las durante anos. Olham para o valor da parcela, mas nem sempre entendem o sistema de amortização, os juros, o prazo, a entrada, o uso do FGTS, as condições de crédito ou o custo total daquela escolha.
Da mesma forma que não devemos escolher um imóvel olhando apenas para o preço, também não deveríamos escolher um financiamento olhando apenas para a parcela.
Comprar um imóvel é uma decisão de longo prazo. E entender o financiamento antes de assinar pode ser tão importante quanto escolher o imóvel certo.
Vai comprar um imóvel? Não escolha apenas a casa. Escolha também a estratégia para pagar por ela.
Na Camine Imóveis, ajudamos você a entender o imóvel, as condições de compra e as possibilidades de financiamento antes de tomar uma decisão.
Quer saber quanto você pode financiar e qual caminho pode ser mais adequado para o seu perfil? Fale com a Camine Imóveis.
Camine Imóveis seu imóvel começa com uma boa decisão.
Eclea Camine“Especialista em Financiamento Imobiliário,
Correspondente Caixa e Mentora.

Jornal A Folha