A mulher está marcada pela falta, pela incompletude e o homem se pensa como completo por ter o falo escrito no próprio corpo e isso significa que não somos mulheres de partida, pois “não se nasce mulher, torna-se mulher”, citação de Simone de Beauvoir que foi uma filósofa existencialista francesa. Essa frase resume a ideia central do seu livro “O Segundo Sexo” e expressa a visão de que a identidade de gênero não é determinada pela biologia, mas sim construída socialmente.
A frase de Beauvoir destaca a importância da liberdade e da escolha individual na construção da identidade. Ela também ressalta que a identidade de gênero é fluida e sujeita a influências sociais e culturais, e não fixa ou imutável, ou seja, significa que a forma como uma pessoa se identifica em termos de gênero não é algo pré-definido ou constante, podendo variar ao longo do tempo e ser influenciada pelo contexto social e cultural em que a pessoa está inserida.
Mas o que isto quer dizer?
Quer dizer que a mulher quer ser respeitada no seu contexto e nas suas escolhas. Além disso a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil e grande parte dos assassinatos de mulheres ocorre na fase em que elas estão tentando se separar dos agressores. Algumas mulheres, após a agressão, desenvolvem sensação de impotência e ficam paralisadas, se sentindo incapazes de reagir e escapar da violência.
A campanha Agosto Lilás foi criada em alusão à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, que visa proteger as mulheres da violência doméstica e familiar. A campanha busca ampliar o conhecimento sobre a lei e seus mecanismos de proteção, além de incentivar a denúncia de casos de violência. O objetivo é divulgar a Lei Maria da Penha e informar a população sobre os direitos das mulheres e os canais de denúncia disponíveis. A cor lilás simboliza o respeito e a luta contra a violência de gênero. Existem alguns tipos de violência contra a mulher, como física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.
Se você está passando por alguma situação de violência doméstica, NÃO SE CALE, compartilhe sua experiência com alguém de confiança e busque apoio.
· Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, que oferece orientação e encaminhamento para serviços especializados.
·Disque 100: Canal para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência contra a mulher.
·Aplicativo Direitos Humanos Brasil: Disponível para dispositivos móveis, permite denúncias e acesso a informações sobre direitos.
· Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos: Site para registro de denúncias e reclamações.
·Canal DireitosHumanosBrasil no Telegram: Canal para recebimento de informações e denúncias.
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