Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia
Notícias Geral

A eleição termina nas urnas. Seus efeitos chegam ao caixa

Como o resultado das eleições impacta diretamente o cotidiano dos empresários antes mesmo da definição do vencedor.

A eleição termina nas urnas. Seus efeitos chegam ao caixa
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Mais uma vez, o país se aproxima da decisão sobre quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. Em um ambiente já marcado por incertezas fiscais, juros elevados e profundas transformações tributárias, a escolha ultrapassa o debate estritamente político e alcança diretamente a atividade econômica.
As eleições gerais de 2026 não definirão apenas quem ocupará o Palácio do Planalto. Determinarão também a composição do Congresso Nacional e, por consequência, a capacidade política do próximo governo para aprovar reformas, controlar despesas, alterar tributos e estabelecer as prioridades econômicas do país.


O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro de 2026, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar do processo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. As decisões do próximo governo, entretanto, produzirão consequências que ultrapassarão o campo político e alcançarão empresas, investidores e produtores rurais.
Para as empresas, os efeitos da eleição não começam depois da posse. Eles já se manifestam nas expectativas do mercado, na cotação do dólar, no custo do crédito e na disposição dos investidores para assumir riscos.
A incerteza também possui custo. Durante o período eleitoral, declarações sobre despesas públicas, tributação, reformas e intervenção estatal passam a influenciar decisões econômicas antes mesmo da adoção de qualquer medida concreta.
Diante desse cenário, empresários postergam investimentos, instituições financeiras tornam-se mais cautelosas e investidores exigem maior remuneração para financiar projetos.
O resultado pode ser percebido no encarecimento do crédito, na volatilidade cambial e na redução da previsibilidade necessária aos negócios de longo prazo.
A questão empresarial, portanto, não deve ser tratada como mera preferência ideológica. A análise racional deve concentrar-se na capacidade de cada proposta de governo para preservar estabilidade econômica, segurança jurídica e responsabilidade fiscal.
Para além das empresas urbanas, o agronegócio — um dos principais sustentáculos da balança comercial brasileira — será particularmente sensível às escolhas realizadas em 2026.


O setor depende de crédito, câmbio, infraestrutura, segurança jurídica, política ambiental e acesso aos mercados internacionais.
A valorização do dólar pode ampliar a receita dos exportadores, mas também encarece fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos importados. Juros elevados comprometem o financiamento da produção e dos investimentos, enquanto a instabilidade regulatória reduz a segurança necessária à aquisição de terras e à expansão da atividade.
O produtor rural, ademais, não pode avaliar o cenário exclusivamente pela cotação das commodities. O resultado efetivo depende da relação entre produtividade, custos, endividamento e capacidade de comercialização.
Independentemente do resultado eleitoral, a gestão empresarial deverá trabalhar com, ao menos, três hipóteses: um cenário de expansão econômica, com aumento da demanda, mas pressão sobre inflação e custos; um cenário de ajuste fiscal, com desaceleração inicial e possível melhora progressiva do crédito; e um cenário de instabilidade política, com volatilidade cambial, reformas parciais e manutenção de juros elevados.

Publicidade

Leia Também:


A preparação deve compreender preservação de liquidez, revisão do endividamento, diversificação de fornecedores, proteção contratual e acompanhamento permanente dos indicadores econômicos.
Investimentos irreversíveis exigirão maior prudência. Por outro lado, empresas excessivamente defensivas poderão perder oportunidades quando o cenário se tornar mais claro.
A resposta adequada não está na imobilidade, mas na capacidade de decidir por etapas, preservar alternativas e estabelecer limites objetivos de risco.
À luz do pensamento de Peter Drucker, o futuro não deve ser passivamente aguardado, mas enfrentado com planejamento, responsabilidade e capacidade de adaptação.
A prudência empresarial não significa paralisia: significa perceber o risco, preparar-se para ele e preservar condições para continuar avançando.

“O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena”. Provérbios 22:3.

Everton Alves da Cruz
Advogado e Empresário. 
Sócio da Cruz & Langer Advogados.
Advisor Corporativo e Patrimonial.

Bruno Lima

Publicado por:

Bruno Lima

Saiba Mais
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia

Veja também

WhatsApp Jornal A Folha
Como posso ajudar?
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR