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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
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Brasil registra oito casos da nova variante XFG da Covid-19, aponta Ministério da Saúde

Brasil registra oito casos da nova variante XFG da Covid-19, aponta Ministério da Saúde
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O Brasil confirmou os primeiros casos da nova variante da Covid-19, identificada como XFG, com seis infecções no Ceará entre os dias 25 e 31 de maio. O governo do estado fez o anúncio na sexta-feira (4). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já registrou a presença da variante em outros 38 países. Em nota, o Ministério da Saúde informou que, até o momento, além dos casos no Ceará, outros dois foram detectados em São Paulo, totalizando oito infecções. Não há registros de óbitos pela nova variante. A pasta destaca que continua monitorando os sequenciamentos genômicos do vírus no país. Segundo a OMS, a XFG é classificada como "variante sob monitoramento". No Sudeste Asiático, a proporção de casos atribuídos à nova variante subiu de 17,3% para 68,7%, com destaque para a Índia, onde tornou-se dominante. Nas Américas, as infecções subiram de 7,8% para 26,5%. Regiões como Pacífico Ocidental, Europa e África também registraram aumento de casos. Apesar disso, a organização avalia um "risco global baixo para a saúde pública" e afirma que as vacinas disponíveis são eficazes contra a variante XFG. "Embora haja aumentos em casos e hospitalizações em algumas áreas, não há evidências de que a XFG cause doenças mais severas ou mortes", diz a OMS. No Ceará, a Secretaria Estadual da Saúde observou um "discreto aumento nos casos de Covid-19 nas últimas semanas", com a positividade dos testes para o vírus subindo de praticamente 0% no início de junho para 10% no final do mês. De acordo com o boletim divulgado no dia 4 de julho, a maioria dos sete casos relatados ocorreu em Fortaleza. "É possível que a nova variante seja responsável por esse aumento de casos, que neste momento ainda é discreto, mas que a gente não sabe se pode de fato ter essa transmissão subitamente elevada nas próximas semanas", afirmou Antonio Silva Lima Neto, secretário executivo de Vigilância em Saúde do estado. O infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explicou que a variante XFG é fruto da recombinação entre as linhagens LF.7 e LP.8.1.2, ambas descendentes da Ômicron. "A LP.8.1.2 se tornou dominante, e agora a XFG, que deriva dela, passou a predominar na Índia e está se espalhando pelo mundo", afirmou. Croda ainda destacou que a presença da nova variante nas amostras sequenciadas globalmente subiu de 7% para 23% em junho de 2025. "Quando uma variante se torna dominante, muito provavelmente, é porque ela tem um dos dois mecanismos: ou é mais transmissível ou tem escape de resposta imunológica. Não tem relação com maior gravidade", completou. Os sintomas relatados pela nova variante são semelhantes aos da Covid-19 em geral, como dor de garganta, rouquidão e irritação. Até o momento, não há evidências de que a XFG cause quadros graves ou maior mortalidade. Croda reforçou que as vacinas disponíveis continuam eficazes contra a XFG, mas alertou que a cobertura vacinal entre os idosos está abaixo do ideal no Brasil. "Existe uma recomendação clara da OMS e do Ministério da Saúde para que os idosos recebam pelo menos uma dose atualizada da vacina, como fazemos anualmente com a da influenza. Mas a adesão está baixa", afirmou. O Ministério da Saúde enfatizou, em nota, que a vacinação contra a Covid-19 é segura e a principal estratégia para prevenir casos graves e mortes. Desde o início de 2025, mais de 14,2 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país. A pasta destacou ainda que a Covid-19 não é o principal vírus respiratório em circulação no Brasil atualmente, sendo superada pela influenza nas hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave. No entanto, a chegada de uma nova variante pode alterar esse cenário, dependendo da imunidade coletiva. "A gente nunca sabe se o comportamento da variante no Brasil será igual ao de outros países. Depende de cobertura vacinal e infecções prévias. Por isso, é fundamental garantir proteção principalmente nos grupos de risco."
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