Conforme a investigação, o crime teria sido motivado pelo relacionamento extraconjugal mantido pelos suspeitos há mais de um ano, além de interesse patrimonial.
A apuração concluiu que a esposa utilizou diferentes substâncias para provocar o envenenamento gradual do empresário. Entre janeiro de 2026 e a internação da vítima, ela teria colocado metanol na cerveja consumida por Pedro, misturado soda cáustica nos medicamentos dele e ministrado um agrotóxico conhecido popularmente como “chumbinho”, produto proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Pedro Rodrigues Alves foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador, em Videira, no dia (05) de fevereiro. Sem apresentar melhora clínica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), médicos solicitaram exames toxicológicos.
O resultado, divulgado em (13) de fevereiro, apontou intoxicação por carbamato ou organofosforado, substâncias presentes em pesticidas altamente tóxicos. Dois dias depois, em (15) de fevereiro, o empresário não resistiu e morreu.
As investigações também identificaram que os suspeitos tentaram apagar vestígios físicos e digitais das ações criminosas para fazer com que a morte aparentasse causas naturais.
Outro ponto apurado revelou que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do empresário durante a internação. O profissional responde administrativamente por suposta violação das normas hospitalares e do código de ética da enfermagem.
A mulher está presa em Chapecó, enquanto o amante foi detido, às margens da PRC-280, em Palmas, no dia (28), de março. De acordo com a investigação, o homem planejava fugir para o Paraguai. Ele chegou a ser visto em Lebon Régis e, em seguida, seguiu em direção ao Paraná.
Durante os interrogatórios, ambos permaneceram em silêncio.
Fonte: G1 SC, Portal NSC e RBJ.
Publicidade
FONTE/CRÉDITOS: G1 SC, Portal NSC e RBJ.
