E do desembargador, Luiz Fernando Tomasi Keppen. Em pauta, a possibilidade de Palmas, se tornar a Capital Paranaense do Contestado e também para que as pessoas entendam como é que foi, o que aconteceu e por que houve uma revolta tão grande no município com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apner, reiterou que o Contestado não é apenas um pedaço de luta, de combate. ”Embora, Palmas tenha ficado conhecida pelo caso que ocorreu em 1912 no combate no Irani, pois, era a Comarca que ocorreu esse processo”, explicou ele e frisou que a questão do Contestado começa com uma disputa legal com Santa Catarina, “pode ter sido a causa, o estopim para a Guerra do Contestado que durou menos de nove meses. Foi um período, de setembro a abril, em que o general Setembrino veio com quase 12 mil homens e, com medo que se tornasse uma nova Canudos, o exército do Marechal Hermes da Fonseca, Presidente da República, encaminhou para essa região um exército fabuloso, fez o quadrilátero entre o Rio do Peixe e o Rio Iguaçu. Eram mais ou menos 3 mil jagunços, e foram mortos cerca de 1.500 no combate de Santa Maria, perto de Lebon Régis, onde terminou a Guerra do Contestado”, acrescentou.
Destacou ainda que mais tarde ocorreu um acordo, onde fizeram a divisão do território. “Na disputa legal, aponto os erros que o Supremo Tribunal Federal (STF) da época praticou, dando a sentença injusta que mutilou o Estado do Paraná, com toda essa região até o Rio Uruguai, que era uma região de posse, Palmas, era a Comarca que ia até o Rio Uruguai. O Paraná perdeu toda essa região por um erro que o STF não considerou útil para os Uti possidetes, quando, em outros casos, como é o do Ceará com o Rio Uruguai, considerou, com outras palavras, mesmo sendo a mesma razão”.
Langaro, comentou que esse evento é para destacar a Guerra do Contestado que se iniciou em 1912, e também teve a participação de Palmas. “Em termos de territorialidade, tem um papel fundamental, importante, até porque já se passou 113 anos, e está na hora de realmente colocar Palmas historicamente nesse contexto, e também valorizar aqueles que lutaram por esse chão, independente do resultado que aconteceu, mas foi delimitando as fronteiras e podemos trabalhar isso historicamente, pensando na questão turística, a territorialidade, as fazendas históricas que de alguma maneira estiveram fazendo parte desse processo. É um evento positivo que o Executivo não poderia deixar de estar presente e trabalhar para isso”, enfatizou o chefe do Executivo e lembrou também que tem a questão industrial com as madeireiras que se instalavam, estrada de ferro, “não podemos virar a página desse fato histórico, além de outros que Palmas participa pela sua mais que centenária história. Temos que lembrar para que essas gerações e as futuras, entendam a importância desse território magnífico, com suas belezas naturais”.
Jornal A Folha