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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
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Minha Casa, Minha Vida lança 'Faixa 4' e reajusta limites para novas faixas de renda

Minha Casa, Minha Vida lança 'Faixa 4' e reajusta limites para novas faixas de renda
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O governo federal anunciou neste mês novas regras para o programa Minha Casa, Minha Vida, incluindo a criação de uma nova faixa de financiamento, chamada 'Faixa 4', destinada a famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A nova modalidade deve começar a valer na primeira quinzena de maio, embora a data específica ainda não tenha sido divulgada. As alterações foram aprovadas nesta terça-feira (15) pelo Conselho Curador do FGTS. **O que muda e quem tem direito?** **Faixa 4** A nova faixa destina-se a famílias com renda mensal entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil, permitindo o financiamento de imóveis com valor total de até R$ 500 mil. Entre as condições divulgadas estão: - Financiamento com prazo de até 420 meses (35 anos); - Taxa de juros de 10% ao ano, abaixo das taxas de mercado atuais, que ultrapassam 11,5% ao ano; - Sem subsídio governamental, ou seja, as famílias arcarão com o valor total do imóvel. De acordo com estimativas do governo, a medida poderá atender inicialmente cerca de 120 mil famílias. O lançamento da 'Faixa 4' ocorre em meio a iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair o apoio da classe média, a um ano das eleições presidenciais de 2026. **Ajuste das outras faixas** O Conselho do FGTS também autorizou ajustes nos limites de renda das demais faixas do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças ficaram assim: - Faixa 1: para famílias com renda de até R$ 2.850 mensais (antes, até R$ 2.640); - Faixa 2: para famílias com renda de até R$ 4,7 mil mensais (antes, até R$ 4,4 mil); - Faixa 3: para famílias com renda de até R$ 8,6 mil mensais (antes, até R$ 8 mil). O Ministério das Cidades prevê que as alterações beneficiarão cerca de 100 mil famílias com o novo enquadramento nas faixas de renda. Além disso, os valores de recebimentos como auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família continuam a não ser contabilizados na avaliação de renda para o programa. Beneficiários de programas como o BPC e Bolsa Família têm direito a imóveis 100% subsidiados pelo governo, sem a necessidade de pagamento de prestações. **Novas regras para o interior do país** Também foi aprovada a possibilidade de reajustar o valor máximo dos imóveis a serem financiados em municípios com até 100 mil habitantes. O objetivo é incentivar o aumento de investimentos do FGTS em áreas interiores do país. Para essas localidades, os novos limites para financiamento serão de R$ 210 mil a R$ 230 mil, representando um aumento entre 11% e 16% em comparação aos valores atuais. Outro ajuste prevê que famílias com renda de até R$ 4,7 mil (hoje alocadas nas faixas 1 e 2) poderão adquirir imóveis com teto de financiamento da Faixa 3, que é de R$ 350 mil. Nesse caso, o financiamento será feito com as condições da Faixa 3, incluindo: - Taxas de juros entre 7,66% e 8,16% ao ano; - Inexistência de descontos vinculados ao FGTS.
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