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Terça-feira, 12 de Maio 2026
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Operação da PCPR mira quadrilha que adulterava soja e fertilizantes, causando prejuízo de R$ 15 milhões

Operação da PCPR mira quadrilha que adulterava soja e fertilizantes, causando prejuízo de R$ 15 milhões
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realiza nesta quarta-feira (28) uma operação para cumprir 135 ordens judiciais contra uma organização criminosa que furtava, adulterava e revendia ilegalmente cargas de soja e fertilizantes. O esquema envolvia a mistura de areia à soja desviada, causando prejuízos estimados em mais de R$ 15 milhões. A ação conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que auxiliou na investigação. Estão sendo cumpridos 37 mandados de prisão preventiva, 41 de busca residencial, 17 de busca e apreensão de caminhões e carretas e 40 medidas de sequestro de bens. As ordens estão sendo executadas em Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Ponta Grossa, Laranjeiras do Sul, Congonhinhas e Nova Fátima, no Paraná, além de Goiânia (GO). As investigações começaram em 2022 após o furto de uma carga de fertilizantes avaliada em R$ 95 mil. Durante as apurações, a PCPR identificou o desvio de mais de 100 cargas de soja e fertilizantes, com perdas superiores a R$ 15 milhões. A quadrilha armazenava as cargas em galpões clandestinos, onde a soja era adulterada com areia e, posteriormente, ensacada para ser vendida como legítima. Alguns lotes adulterados chegaram a ser embarcados para exportação. A fraude também atingiu fertilizantes, que eram misturados com materiais como calcário e silicato. Os produtos adulterados eram embalados e comercializados ilegalmente, gerando prejuízos expressivos para produtores rurais e afetando diretamente a produtividade agrícola. O delegado da PCPR, André Gustavo Feltes, descreveu a gravidade das ações criminosas e os impactos econômicos e institucionais causados. “A adulteração de soja e de fertilizantes gera prejuízos econômicos imediatos aos produtores rurais e exportadores, compromete diretamente a produtividade das lavouras e ainda pode afetar a reputação internacional do Brasil”, afirmou. Um dos esquemas usados pela quadrilha era o aliciamento de motoristas. Alguns condutores eram empregados fixos de empresas fictícias para realizar desvios frequentes, enquanto outros eram recrutados pontualmente para levar cargas até os armazéns clandestinos. Segundo a PCPR, a participação desses motoristas era fundamental para sustentar as operações da organização. Entre os crimes investigados estão furto qualificado, receptação qualificada, falsidade ideológica, adulteração de produtos agrícolas, indução de consumidor a erro, duplicata simulada, lavagem de capitais e organização criminosa. As investigações também revelaram o uso de “noteiras”, empresas que emitiam notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade às transações. Muitas dessas empresas não tinham vínculo legítimo com os envolvidos, atuando exclusivamente para fornecer documentos que simulavam operações comerciais fictícias.
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