Para ajudar nesse processo, eu trago algumas informações sobre Farmácia, um dos cursos oferecidos no Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Palmas, que vão ajudar você a escolher esse curso (ou a descartá-lo da sua lista de opções).
O perfil de um estudante de Farmácia geralmente é próximo ao perfil daquele aluno que se identificou muito com Química e Biologia no ensino médio. E isso faz total sentido, pois no curso de Farmácia se estuda muitos processos químicos e biológicos, tanto para a produção de medicamentos e cosméticos, como para o aprofundamento do conhecimento sobre doenças, nas suas bases fisiopatológicas, seus sintomas, diagnóstico e tratamento.
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Historicamente, a profissão farmacêutica é muito antiga. Há milênios, existe um profissional especializado na identificação de matéria-prima para compor os medicamentos. Dessa forma, o farmacêutico, por muito tempo, foi o profissional que conhecia as plantas medicinais e alguns outros produtos naturais que teriam utilidade terapêutica. Por serem naturais, muitas plantas e partes de animais precisavam ser dessecadas, para permitir o armazenamento por longos períodos. Daí vem outra atividade específica do farmacêutico: o armazenamento. Somos capacitados para cuidar de todos os detalhes do armazenamento dos produtos farmacêuticos, além de controlar também as condições de transporte. Tudo isso se relaciona à logística farmacêutica, área que passa despercebida pela sociedade, mas que tem total impacto na qualidade dos produtos farmacêuticos que consumimos. Essas funções (obtenção e armazenamento das matérias-primas e manipulação dos medicamentos) estão na raiz da profissão.
Mas tudo muda, e, com a Revolução Industrial, até a Farmácia mudou. Ao final do século XIX e início do século XX, a indústria farmacêutica se estabeleceu e, logicamente, foi o farmacêutico o profissional envolvido na implantação desse importante setor.
Com o passar do tempo, outros serviços foram integrados à profissão, para além dos medicamentos. No início do século XX, surgiram as análises clínicas. Sangue, fezes e urina foram sendo investigados quanto a indícios de doenças. E quem seria o profissional mais habilitado para isso? O farmacêutico, pois ele entendia tanto de Química, como de Biologia, e já estava acostumado com a rotina de um laboratório.
Ainda no início do século XX, e também como reflexo da Revolução Industrial, surgiram diferentes indústrias de alimentos. Novamente, quem era o profissional com conhecimentos sólidos tanto em processos químicos como biológicos? O farmacêutico. E daí vem a origem de uma área de atuação pouco conhecida: a dos alimentos. Claro que, após décadas, surgiram outros profissionais que também atuam na área de produção e controle de qualidade de produtos alimentícios, como o engenheiro de alimentos e o tecnólogo de alimentos, mas o farmacêutico continua atuando efetivamente nessa área, fornecendo importantes contribuições.
Portanto, os interessados em cursar Farmácia encontrarão no IFPR um curso que oferece componentes curriculares (as “disciplinas”) e estágios voltados para os medicamentos, cosméticos, análises clínicas e alimentos. Logicamente, é impossível um estudante aprender tudo o que existe dentro de um universo tão complexo como o que envolve a Farmácia. A proposta do curso, no entanto, é garantir uma formação sólida nas bases da Farmácia, que permitirá aos egressos especializar-se em uma área de escolha.
Enfim, se você se identificou com o curso, cogite a ideia de ser um estudante do IFPR. Mesmo que você já tenha faculdade, pense com carinho na ideia de cursar Farmácia. O curso de Farmácia garante ótimas possibilidades de atuação profissional, intervindo positivamente na saúde da população. O mundo precisa de farmacêuticos!
Rodrigo Batista de Almeida
Professor do Instituto
Federal do Paraná.

Jornal A Folha