Isso ocorreu devido a derrubada do tarifaço imposta pelo Presidente Trump desde abril do ano passado. Neste novo cenário, as empresas de compensados de Palmas, sentiram-se aliviadas, a taxação excessiva ocasionou demissões e queda na produção. Vale mencionar que este é um dos principais setores econômicos do município.
Para obter mais informações dessa decisão, a reportagem entrevistou o diretor de Exportação da Sudati, Fabiano Sangali. Ressaltou que já era esperado que as tarifas iriam se ajustar. “Em nosso entendimento eram provisórias, obviamente, que a empresa tem uma dependência muito grande dessa questão que não dependia de nós, afetando a capacidade de escoamento de nossa produção. Os Estados Unidos sempre foram responsáveis por metade do destino das nossas exportações. Era muito importante que pudéssemos ter uma vitória, um ajuste para poder voltar com as exportações para os Estados Unidos”, comentou ele e esclareceu que no dia (20) de fevereiro com a decisão da Suprema Corte, foram reduzidas essas tarifas. “O Brasil tinha uma tarifa de 10%, logo em seguida, foi aumentada para mais 40%, se tornando uma tarifa punitiva. Historicamente, o Brasil tem o imposto de importação de 8%. Sofríamos aí um tarifaço de 58%, porém, com a decisão, esses adicionais, caíram fora, foram julgadas ilegais pela Suprema Corte. Em resposta a essa decisão, a Casa Branca estabeleceu uma nova tarifa, baseada numa lei escrita há muitos anos, que é a Seção 122, que dá a prerrogativa do Presidente em aplicar até 15% de tarifa, ajustando os comércios internacionais e suas exportações para os Estados Unidos por 150 dias. O que vigora agora é a tarifa de 10% mais 8%. Essa redução significativa vai impactar diretamente nas produções dos compensadas de Palmas”, afirmou ele.
Novo cenário
Sangali, relatou que 2025 foi um ano muito desafiador para o setor. “Não tivemos problemas apenas nos Estados Unidos, mas, também na Europa. Porém, agora há uma recuperação importante no setor, há uma motivação de continuar os investimentos, quem sabe, com contratações e um restabelecimento das produções aos níveis que estavam antes do tarifaço, pois, as notícias são muito positivas para Palmas, nada que venha a trazer euforia, que está tudo resolvido, não temos como prever se vai ser colocado em votação no Congresso americano as tarifas, caso seja aprovado volta todas as tarifas que havia antes. As empresas têm uma janela de tempo, pelo menos esses cinco meses para conseguir restabelecer as nossas produções e vendas para os Estados Unidos”, pontuou.
Estratégia
O gerente de Exportação comentou que após o tarifaço, ocorreu mudança de estratégia das empresas de compensados. “Desde outubro meu trabalho foi abrir novos mercados, reativar clientes antigos. Com certeza as empresas têm uma capilaridade, por exemplo, no caso da Sudati, são 30 anos, trabalhando no mercado de exportação, atuando em mais de 40, 50 países, existe uma possibilidade de reativar aqueles clientes inativos. Diante disso, foi feito um trabalho importante, obviamente que os Estados Unidos fazem uma falta gigantesca, por conta que é um mercado que tem volume e são as empresas mais relevantes no mercado internacional, mas, conseguimos ter uma distribuição diferenciada com nosso produto, observando a realidade econômica de cada país” comentou.
Notícias Geral
Suprema Corte derruba tarifaço de Trump e anima setor do compensado de Palmas
Uma decisão tomada em (20) de fevereiro pela Suprema Corte dos Estados Unidos afetou positivamente alguns setores brasileiros que exportam seus produtos. Um deles foi o compensado.
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