A tradicional Capela do bairro São Sebastião do Rocio, em Palmas, está passando por uma reforma, principalmente, no telhado deste espaço religioso. A última reforma na estrutura ocorreu há mais de 30 anos. A primeira Capela foi construída em 1836.

O Pe Emerson Detoni, da Paróquia do Senhor Bom Jesus, revelou que a Capela tinha a necessidade de uma reforma, pois, a cobertura estava deteriorada. “Chovia dentro, as próprias tesouras ofereciam risco para as pessoas que se reuniam para suas orações e celebrações. Dentro das possibilidades enquanto comunidade optamos por essa segurança, e depois com um projeto mais completo será executado com novas salas, para uma parte mais estética”, destacou o Pe e comentou que a diretoria da Capela por algum tempo vinha guardando seus recursos, através das festas e do dízimo da comunidade, mas, também teve um aporte financeiro da Paróquia do Senhor Bom Jesus.

A coordenadora da Capela e também da Obra, Erineia da Silva, comentou que os trabalhos iniciaram há 15 dias. “O Conselho da comunidade tem acompanhado a obra, junto com a engenheira e o padre. Havia essa necessidade pela deterioração do tempo em toda a estrutura”, explicou ela e relatou que a igreja foi fundada em 1836, desde então já foram construídas três capelas. “Essa Capela que esta sendo reformada tem mais de 50 anos”, alertou ela.

Ao final, agradeceu a todas as pessoas, não apenas da comunidade que estão auxiliando neste trabalho. “As que contribuem com o dízimo, com as festas, nos eventos que organizamos. As famílias tradicionais de Palmas que tem uma grande devoção por São Sebastião e ao Pe Emerson Detoni e Dom Edgar, que foram favoráveis a reforma”.
“A nossa Capela é a mais antiga da cidade, a primeira foi feita de “ripão”. A imagem de São Sebastião, foi trazida pela escrava Adelaide, está até hoje, em uma redoma na Capela. Habitavam nesse local os negros que vieram nas primeiras expedições, onde são nossas raízes. Os fazendeiros sempre ajudaram com o gado para as festas, eles são muito devotos”, relatou a matriarca da comunidade quilombola Adelaide Maria Trindade Batista, Arlete Ferreira e também agradeceu o apoio de todos nas festas e outros eventos que são realizados na comunidade.
